sábado, 30 de julho de 2011

Humor Nuclear

“Bem, foi você que deu pra ele o Kit de Ciência Júnior”

Crianças entram para escola sem saber o próprio nome na Inglaterra

Londres (Inglaterra) - Muitas crianças entram para a escola sem saber o próprio nome porque quase não falam com seus pais em casa. Essa é a conclusão do político britânico Frank Field, do Partido Trabalhista, sobre os efeitos sobre a má criação por parte dos pais na Inglaterra, segundo informações do jornal Daily Mail.

Membro de uma coalização do governo que combate a pobreza, Field disse que muitas crianças não sabem seu nome quando atingem cinco anos, enquanto especialistas acreditam que metade dos jovens que chegam à escola tem baixa capacidade de comunicação. Algumas crianças não sabem o que fazer com um lápis, que não seja atirar em alguém, disse o congressista.

As declarações do político britânico teriam sido apoiadas por diversos especialistas, que acrescentam que algumas crianças não têm nem mesmo a consciência que possuem um nome. Field, que conduziu um estudo sobre a pobreza no Reino Unido, afirmou que crianças que começam atrás nunca conseguem acompanhar e chegar ao mesmo nível dos colegas.

A culpa da situação, de acordo com o político, seria a baixa aspiração dos pais que se encontram em situação de pobreza, onde ninguém na família tenha trabalhado por gerações. Esses pais não se preocupam em brincar, conversar ou ler para seus filhos. Especialistas em educação também culpam a internet, o que eles afirmam ter contribuído para a falha de comunicação em muitos lares.

Segundo o Daily Mail, essa tendência é confirmada por números do governo, que mostram que quase 20% das crianças de cinco anos - mais de 100 mil -, não demonstram o nível esperado de fala para a idade. Um estudo recente mostrou que uma pobre criação por parte dos pais deixa metade das crianças despreparadas para a escola.

O Dia 

O RETORNO À TRIBO

 Li, com pavor, o documento “A European Declaration of Independence – 2083”, assinado por Anders Behring Brejvik, o exterminador de adolescentes de Oslo. O texto, em seu todo, é incongruente, repetitivo e capenga. Mas em seu início, revela bom conhecimento histórico – sempre distorcido, é certo - e a leitura fundamental da filosofia política, sobretudo dos autores marxistas, com predileção pela Escola de Frankfurt, a que ele atribui a difusão do “marxismo cultural”. É difícil acreditar que Brejvik, aos 32 anos, dedicados, em sua maior parte à caçada, ao fisioculturismo e aos jogos eletrônicos, seja portador do conhecimento ali exposto.
Não parece provável que ele tenha sido o único redator do documento, a não ser nas instruções para a preparação de explosivos, a partir de substâncias fertilizantes, e para o uso de armas. Trata-se, pelo que se deduz, de um documento coletivo ou, pelo menos, redigido com a participação de algum teórico do racismo de extrema-direita. No conjunto, no entanto, o texto faz lembrar outros documentos dos nazistas e fascistas – como é o caso de Mein Kampf. Ele, equivocadamente, nomeia Lukacs entre os fundadores da Escola de Frankfurt. O pensador húngaro é autor de extraordinário ensaio sobre a insânia do nazismo, “Die Zerstörung der Vernunft” (A destruição da razão), publicado em 1954. Cita Erich Fromm, Horkheimer, Adorno e Marcuse, entre outros. O provável co-autor do texto deve ter lido as obras marxistas que cita.
Como todos os documentos dessa natureza, redigidos a partir de uma visão maniqueísta do mundo, o manifesto de Brejvik é capaz de apodrecer a razão de muitas pessoas, desprovidas dos postulados básicos do Humanismo. Daí o terrível paradoxo em ele se identificar como “fundamentalista cristão”. O cristianismo é o contrário do que ele prega. A mensagem do racismo é simples, e pode perverter os desavisados e, assim, a lógica histórica: todos os que são diferentes não pertencem à minha mesma natureza, logo, são inimigos que devo eliminar. O segundo momento do racismo, que tem raízes na pré-história, é o da ocupação de espaço. A idéia do “espaço vital”, como revelam os livros elementares de antropologia, vem da disputa do território de caça pelas tribos primitivas. O “espaço europeu”, na visão desses racistas herdeiros da confusão mental de Gobineau e outros, está invadido pelo Islã. Essa migração, como qualquer pessoa bem informada disso sabe, resulta não de um projeto de conquista – como poderia ter sido a dos muçulmanos que invadiram militarmente a Europa no século 8 – mas da exploração impiedosa pelos países europeus (e, mais recentemente, pelos Estados Unidos) dos recursos do Oriente Médio. Essa ânsia de saqueio do petróleo – e outros recursos - promoveu as guerras brutais contra os povos daquela região. É natural que busquem onde possam sobreviver.
O assassino de Oslo cita várias vezes o Brasil como exemplo do caos da miscigenação. Atribui, a essa promiscuidade “racial”, as desigualdades e a corrupção. Ele pode citar o seu próprio país como exemplo de coesão nacional e alguma igualdade social (da qual, como se sabe, estão excluídos os imigrantes), mas se esquece de que uma nação de grandes recursos naturais, de menos de cinco milhões de habitantes, equivalente a uma das capitais brasileiras, é quase tão fácil de governar como o rico Principado de Mônaco. E, ao contrário do que insinua o texto, não são os mestiços, pobres em sua maioria, os principais corruptos, mas, sim, a elite branca, que descende dos colonizadores europeus.
É um erro considerar o massacre de Oslo como ato isolado de um psicopata. A psicopatia de homens como Brejvik tem origem na patologia da injustiça da civilização contemporânea. Como apontou Melanie Philipps, do Daily Mall, “Brejvik talvez seja um psicopata desequilibrado, mas o que emerge agora de seu ato atroz é o delírio de uma cultura ocidental que perdeu a sua razão”.
Outra opinião importante, essa de um sociólogo norueguês, que se dedica ao estudo dos problemas da guerra e da paz, Johan Gulgag, é a de que “é fácil “psiquiatrizar” o ato de Brejvik, e não ver a gravidade das idéias” que devem ser combatidas agora e em todos os paises da Europa, antes que seja tarde.
A democracia não pode ser tolerante com os que proclamam o genocídio como ato político, e o assassinato em massa como virtude. Hitler não enganou ninguém. Quando havia ainda tempo de fechar-lhe o caminho, paises como a Grã Bretanha e da França foram cúmplices tolerantes da anexação da Áustria e dos Sudetos. Essa atitude promoveu a ereção dos fornos crematórios de Auschwitz e a morte, em combate e no massacre à população civil, de cerca de 50 milhões de seres humanos.
Como alguém lembrou, os muçulmanos de hoje são os judeus, os ciganos, os eslavos e os comunistas de ontem. 
E os judeus de Tel Aviv não são mais os que resistiram ao assalto ao Gueto de Varsóvia.

Professores em greve protestam sábado no Largo do Machado



Os professores do Estado do Rio de Janeiro em greve há quase dois meses vão fazer uma nova manifestação na manhã de sábado (30) no Largo do Machado, na zona sul. De lá eles sairão em caminhada em direção à Marina da Glória, onde, na parte da tarde, será realizado o sorteio das eliminatórias da Copa de 2014.

Segundo o coordenador do Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação), Danilo Serafim, a decisão da Justiça que permitiu o corte do ponto dos professores não vai intimidar o movimento. Ele explica que a liminar que garantia o direito à greve foi suspensa e não cassada, e que, portanto, ainda cabe recurso.

- Nós enfrentaremos.

Na quarta-feira (3), os profissionais vão se reunir em assembleia na Fundição Progresso, na Lapa, no centro do Rio, pela manhã, para decidir os rumos do movimento. Depois, está prevista uma manifestação nas escadarias da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio). 

Líderes grevistas permanecem acampados diante do prédio onde fica a sede da Secretaria Estadual de Educação, na rua da Ajuda, no centro do Rio de Janeiro. 
No último dia 12, Risolia e um grupo de professores e sindicalistas se reuniram por cerca de três horas na sede da secretaria, após a ocupação do prédio, mas nenhum acordo foi fechado.
Os profissionais reivindicam um reajuste salarial de 26%, a incorporação imediata da gratificação do Nova Escola, e o descongelamento do plano de carreira dos funcionários administrativo. Com essa reivindicação, de acordo com o Sepe, o piso salarial inicial de um professor deixaria de ser R$ 766 e passaria a R$ 1.080.

Na semana passada, os professores fizeram uma manifestação que reuniu cerca de 4.000 pessoas, segundo a Polícia Militar, no Largo do Machado, na zona sul do Rio. De lá, eles seguiram até o Palácio Guanabara, sede do governo estadual, e retornaram para Laranjeiras, onde, em assembleia, decidiram manter a greve.

R7.com

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Química deve precisar de 300 mil profissionais até 2020

Variedade dos campos de atuação é um dos atrativos da área.

Para seguir carreira na profissão que comemora em 2011 seu ano internacional, o primeiro passo é ter afinidade com as disciplinas das ciências exatas. A graduação tem uma base forte de cálculo, o que, segundo Karina, dá segurança ao profissional para atuar com química analítica, fundamental nos laboratórios.
O amplo leque de atuação é um dos atrativos da profissão. O estudante formado em química pode trabalhar em indústrias dos ramos de petroquímica, plástico, borracha, tinta, de alimentação, cosmético, defensivo agrícola, têxtil, cerâmica, cimento, entre outros.
"Com o crescimento das indústrias e das pesquisas, as opções são cada vez maiores. O químico é analítico e se destaca na parte do laboratório", afirma a química Denize Duarte Pereira.
Um estudo feito pela Associação Brasileira de Química (Abiquim) mostra que até 2020 a indústria vai precisar de 200 mil a 300 mil profissionais formados em química, seja em nível técnico, superior ou pós-graduação.
Para se ter uma ideia da demanda, hoje no estado de São Paulo existem 80 mil químicos com formação superior.
“Eu diria para o estudantes que o mercado de trabalho em química é atraente, remunera muito bem e trata-se de uma ciência fantástica. Esta indústria vai ser a mais brilhante da década", afirma Fernando Figueiredo, presidente executivo da Abiquim.
Para atuar, o aluno pode tanto ingressar em curso de nível técnico, como de ensino superior. A vantagem do segundo é que oferece formação completa e amplia as oportunidades no mercado de trabalho. No ensino técnico, o estudante tem informação menos aprofundada e conceitos mais elementares para atuar na operação dos processos industriais.
"Este profissional [de ensino técnico] não pode assumir algumas responsabilidades, como elaboração de laudos de análises. Pode trabalhar como apoio às atividades de desenvolvimento e pesquisa", diz Wagner Contrera Lopes, gerente de fiscalização do Conselho Regional de Química da 4ª Região.
Diferente do engenheiro químico, o químico atua nas análises e desenvolvimento de pesquisa. Quase sempre está na bancada, com avental, protegido por óculos e acompanhado por tubos de ensaio, líquidos coloridos e microcóspios. O profissional formado em engenharia química gerencia processos industriais e atuar na parte de operações e plantas industriais.
Leia na íntegra: G1.com

Prefeitura de SP cria novo critério para avaliação de qualidade das escolas

Novo indicador leva em conta realidade socioeconômica de alunos.
Não haverá divulgação de ranking de escolas, diz secretaria.

O secretário municipal da Educação de São Paulo, Alexandre Schneider, apresentou nesta quarta-feira (27) um novo índice para avaliação dos cerca de 500 mil alunos do ensino fundamental da capital paulista. O Índice de Qualidade da Educação (Indique) levará em consideração a realidade socioeconômica na qual a escola está inserida e deve ajudar a Prefeitura a estabelecer políticas públicas para o setor.

Desde 2007, os estudantes são avaliados pela Prova São Paulo, que é aplicada para alunos da 2ª,4ª, 6ª e 8ª. O novo indicador, além de levar em conta os resultados da Prova São Paulo, irá considerar também o patamar de aprendizado dos estudantes, a melhoria dos resultados da escola ao longo dos anos e o perfil socioeconômico com o qual cada unidade escolar trabalha. Considerará também todos os alunos matriculados, sendo que os estudantes que não participarem da avaliação receberão nota zero. É possível consultar o site da secretaria, onde há um espaço para dúvidas sobre o Indique.
“Ele permite que a cidade possa enxergar como estão as suas escolas e como a própria secretaria está trabalhando para garantir que todos os alunos tenham direito a um ensino de qualidade”, afirmou Alexandre Schneider.
De acordo com o secretário, o índice representa um aprimoramento na avaliação do desempenho das escolas. “A gente passa a levar em consideração também as condições nas quais a escola está inserida: qual o público que ela atende, quais são as crianças. Todo esse conjunto de informações pode nos ajudar a compreender os resultados das crianças nas provas”, disse.
“Às escolas que estão em um nível mais baixo, nós vamos pedir um esforço maior para elas possam melhorar os seus resultados, mas vamos apoiá-las porque, muitas vezes, elas estão em regiões mais vulneráveis e, portanto, elas precisam de mais apoio da secretaria do que aquelas escolas que estão em boas condições”, declarou o secretário.
Sem ranking- O Indique 2011, que deve ser divulgado em janeiro, já terá como base os resultados da Prova São Paulo aplicada no mês de novembro dos últimos três anos. Não será divulgado um ranking das escolas. Os pais dos alunos e as escolas devem receber antes disso o resultado dos alunos e a explicação dos níveis de classificação. A secretaria estabeleceu cinco fatores para compor esse indicador: desempenho, nível, melhoria, resultado e esforço.

Bônus- O Indique também será utilizado para o cálculo de uma nova política de bonificação para os profissionais da educação. A partir de 2012, além da assiduidade, o pagamento do Prêmio de Desempenho Educacional (PDE) a esses profissionais levará em conta o resultadodo novo índice.
G1

 

CAMARADAS professores não se deixem intimidar!

   O DESESPERO do sec. General Risoles chegou ao nível mais alto neste momento. Não tendo conseguido intimidar os professores com nenhuma de suas "medidas", nem apresentado nenhuma contra-proposta para a greve dos professores, a mais nova tentativa de desarticular o movimento grevista é usar o "plano de reposição de aulas". 
Recebi a ligação do DIRETOR da minha escola hoje perguntando se eu voltaria às aulas no dia primeiro de Agosto, pois a secretaria tem um plano de reposição e ele precisa saber quantos professores continuarão em greve depois do recomeço das aulas. Respondi o que me foi orientado pelo SEPE: Cara, vou repor as aulas, sim, mas só depois do fim da greve! Pelo menos até o dia 3 de Agosto, quando ocorrerá a assembleia dos professores decidindo pela continuidade ou não da greve, eu continuo em greve. Depois disso vai depender do que for resolvido em assembleia e principalmente do que o governo tem para nos oferecer!
É mais uma "tática de guerrilha" do secretário General Wilson "meu livro de cabeceira é A Arte da Guerra " Risolia, numa tentativa clara de intimidação dos profissionais em greve e assédio moral aos professores, com ameaça de substituição desses professores por "contratos de emergência". Diga-se de passagem, ato totalmente ilegal, já que a greve é um direito assegurado na constituição!
Tudo isso sob a justificativa de não "prejudicar" os alunos com a falta de aulas. Mas quem prejudica os alunos, não são os professores em greve, mas sim o governo Cabral, que se recusa a negociar!
Vejam bem, se até hoje tem turma sem professor de química(e outras disciplinas tbm), pois eu não tive horário para pegar as turmas de GLP, vocês acham mesmo que o Risoles, vai tirar 2100(ou mais!) professores contratados do bolso para nos substituir??? Fala sério, camaradas!!! Não é hora de desespero da nossa parte, o desespero é da parte DELES, que se recusam a negociar e estão vendo o movimento cada dia mais forte, com a possibilidade de "melar" o ano letivo por não cumprimento dos 200 dias estabelecidos na LDB.
E agora, o que faremos? Simples, continuamos em greve, participando das panfletagens, manifestações e assembleias até que o Cabral desça do pedestal da arrogância e resolva atender as nossas MUITO JUSTAS reivindicações.
Grande abraço, A LUTA CONTINUA!
Doc

Juiz cita pressão ''não republicana'' de Sérgio Cabral


A pedido do governador, presidente do TJ cobrou de magistrado solução em processos de obra do PAC

A pedido do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), o presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, cobrou urgência na solução de pelo menos nove processos de desapropriação de terrenos para o Arco Rodoviário Metropolitano - maior obra em andamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Estado.
A pressão provocou uma reação inusitada do juiz João Batista Damasceno, titular da 7.ª Vara Cível de Nova Iguaçu, onde tramitam essas ações. Ele solicitou a um dos auxiliares do presidente do TJ-RJ que enviasse por e-mail o pedido de urgência. Damasceno elaborou então um documento de 11 páginas e protocolou na presidência do tribunal uma resposta oficial à solicitação de Cabral encaminhada ao desembargador Rebêlo dos Santos.
O texto de introdução do ofício, a que o Estadão teve acesso, evidencia o desconforto do magistrado e as ações de cobrança de Cabral e de Rebêlo dos Santos. "Em resposta à mensagem eletrônica recebida nesta data (26 de julho), às 15:54h, sobre processos de desapropriação para construção do Arco Rodoviário Metropolitano, nos quais essa presidência pediu urgência, por solicitação do Exmo. Sr. Governador do Estado do Rio de Janeiro, presto as seguintes informações", escreve o juiz, antes de explicar que os problemas de tramitação das ações ocorrem justamente "por inépcia do próprio Estado".
Damasceno, que é juiz há 18 anos, considera que esse tipo de pedido não é "uma prática republicana". "Isso é conhecido como embargos auriculares nos corredores dos tribunais", disse o juiz em entrevista ao Estado. Segundo ele, o documento é destinado a informar o presidente do TJ-RJ sobre o andamento dos processos de desapropriação. A decisão de oficializar a resposta em protocolo tem como objetivo "tornar transparentes as práticas no juízo do qual sou titular."
"Sinto-me desconfortável com este tipo de abordagem e por isso não costumo ser destinatário delas. Quando o sou, as documento para compartilhar o desconforto com quem as faz", afirmou o juiz.
Defesa. Em nota, a assessoria de imprensa do governador confirmou que pediu urgência no andamento das desapropriações para o Arco Rodoviário e que já solicitou "algumas vezes" prioridade no andamento de processos judiciais. "Pedir prioridade no processamento de uma causa que afeta a vida de milhões de pessoas não interfere na autonomia e na independência do magistrado."
Também por meio de nota da assessoria, o presidente do TJ-RJ informou que nunca interfere nas decisões dos magistrados, mas que "sempre que houver urgência em casos de necessidade para a coletividade recorrerá aos poderes constituídos, em situações especiais, até à própria sociedade". O desembargador Rebêlo dos Santos diz ainda que já atendeu a outros pedidos do governo e cita como exemplo a manutenção de criminosos perigosos em presídios de segurança máxima.
Estadão

Ricardo Boechat fala sobre a Greve!




quinta-feira, 28 de julho de 2011

Assembleia 03 de Agosto

Ato dia 30 de Julho


Cabral, “o defensor da terceira idade”, descumpre decisão judicial que beneficiou os aposentados do Poder Judiciário.

 Não podemos esquecer que, até a presente data, o desgoverno Sérgio Cabral ainda não mandou pagar os 24%,6 (ganhos na Justiça) aos aposentados e pensionistas do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Quem, vale recordar, outrora dizia ser “o defensor dos idosos”, hoje, não lhes paga.
As autoridades esquecem que, o funcionário, mesmo depois de aposentado, continua descontando, mensalmente, para o RioPrevidência e, é claro, para o cofrinho do Sergio Cabral e sua trupe.
Portanto, abrir um crédito suplementar ao Tribunal de Justiça do RJ, para pagamento do aumento de 24,6% dos aposentados e pensionistas daquele órgão, seria, no mínimo, um ato de caráter, de sensibilidade e compreensão com quem dedicou dezenas de anos de sua vida em prol do serviço público e que, na maioria, como todos os idosos, são pessoas que precisam de tratamentos especiais e de um número maior de remédios.
Paulo Peres Tribuna da Imprensa

Vinte mil alunos estaduais estão à espera de computadores

Governo anunciou, ano passado, o prêmio para os melhores estudantes, mas tribunal questionou preço dos equipamentos

Os 20 mil estudantes mais bem colocados no Sistema de Avaliação da Educação do Estado do Rio de Janeiro (Saerj), no ano passado, ainda não receberam os computadores portáteis prometidos pela Secretaria Estadual de Educação (Seeduc). A avaliação externa de desempenho escolar em Português e Matemática foi aplicada, em dezembro, para 1 milhão de alunos em todo o estado.
Mas passados quatro meses da data prevista para a cerimônia de entrega, os alunos ainda esperam pela premiação. “Minha filha passou na prova. Até hoje está na esperança de receber o prêmio e nada. O que mais nos deixa chateados é que não dão informação”, criticou a designer Fabíola Nascimento, 32 anos, mãe de Agdá, 13, aluna do 9º ano da Escola Estadual Mestre Iran, em Nova Iguaçu.
A licitação de R$ 82 milhões para compra de até 30 mil notebooks e 30 mil netbooks foi suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado. O órgão questionou vários itens do edital, como o detalhamento do preço unitário. Esta semana, o tribunal aprovou a compra cujo edital está sendo refeito pelo Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado (Proderj). Novo edital sairá segunda-feira.
Segundo o presidente do Proderj, Paulo Coelho, a previsão é que o pregão eletrônico para escolha da empresa vencedora ocorra até 15 de agosto. A Secretaria Estadual de Educação informou que ainda está avaliando se os alunos receberão notebook ou netbook (computadores menores).
A previsão é que, a partir da escolha da fornecedora, em 20 dias os computadores portáteis comecem a ser entregues. A cerimônia poderá ocorrer no Maracanãzinho, como no ano passado, quando reuniu 7 mil estudantes.
Valor inclui programas
Pelo pregão eletrônico, ganhará a licitação a empresa que oferecer o menor preço. Mas de acordo com o edital, cada equipamento poderá custar até R$ 1.270 para netbook e R$ 1.470 para os notebooks.
Segundo o presidente do Proderj, Paulo Coelho, o preço é mais alto do que nas lojas porque inclui pacote de programas como Excell, Word e Powerpoint, assistência técnica no local, além da distribuição e configuração do equipamento. “Todos esses adicionais pesam no valor final. Não é só uma compra de computador. É uma logística que envolve 1.200 escolas em todo o estado”, diz Coelho.
Para ele, o preço vai cair. “Esse é o valor inicial do leilão”, explica o presidente do Proderj.
O Dia

FORA RICARDO TEIXEIRA!

MARCHA POR UMA COPA DO POVO

DATA: 30 DE JULHO (SÁBADO)
HORÁRIO: 10HS
LOCAL: LARGO DO MACHADO - RIO DE JANEIRO

Internet lenta e tablet caro travam crescimento do livro digital no país

A má qualidade da internet em banda larga e o alto preço dos computadores portáteis em forma de prancheta (tablets) são os principais problemas que dificultam o acesso dos leitores aos livros digitais (e-books). Essa é a opinião da presidenta da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Karine Pansa, que abriu hoje (26) o 2º Congresso Internacional do Livro Digital, promovido pela entidade, em São Paulo.
No encontro, que termina amanhã, representantes do mercado editorial discutem maneiras de estimular o acesso aos livros digitais no Brasil e no mundo. Segundo Pansa, vários desafios ainda terão de ser vencidos para que a produção, distribuição e venda dos livros digitais no país cresçam. Mas antes que as editoras e os leitores abracem os livros em formato digital, as conexões de internet precisam tornar-se mais rápidas e eficientes. “Se eu não tenho internet adequada, não consigo fazer com que o consumidor obtenha um livro de maneira fácil e fique satisfeito”.
Sobre os tablets, ela acredita que a redução dos preços é uma questão de tempo, pois a produção desse tipo de computador só tende a crescer no Brasil. Ainda mais agora, que o governo decidiu desonerar a produção doméstica de tablets justamente para forçar a queda dos preços do produto nacional.
De acordo com uma pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), feita a pedido da CBL, foram lançados 52 mil livros convencionais e vendidos 386 mil exemplares em 2009. No mesmo ano, o número de livros lançados ou vendidos em formato digital foi tão pequeno que nem constou do levantamento.
Na Europa e nos Estados Unidos, entretanto, o formato digital já é o preferido de muitos leitores. Dominique Raccah, presidente da editora norte-americana Sourcebooks, disse que 35% das vendas da empresa em junho deste ano foram de livros digitais.
Bob Stein, diretor do Instituto para o Futuro do Livro, dos Estados Unidos, também acredita que o mercado de livros digitais no Brasil vai crescer muito e que as oportunidades já estão surgindo nesse mercado. Karine Pansa disse que as editoras estão cientes dessas oportunidades e querem aproveitar o momento para oferecer aos clientes um serviço que muitos ainda desconhecem.
“O grande benefício do livro digital é a portabilidade. É você ter dentro de um aparelho simples e leve uma quantidade de conteúdo sem fim”, disse ela.
Vinicius Konchinski
Repórter da Agência Brasil

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Atenção: assembleia do estado será na Fundição Progresso

Atenção
Assembleia do estado do dia 3 de agosto mudou de local: será na Fundição Progresso, Rua dos Arcos, 24 • Lapa, atrás do Circo Voador
O horário é 9h.
Sepe 

Ateus espalham outdoors polêmicos em ruas de Porto Alegre

 "Religião não define caráter." "Somos todos ateus com os deuses dos outros." Com mensagens como essas, outdoors elaborados por uma associação que reúne ateus começaram a ser espalhados por Porto Alegre.
O objetivo, segundo a entidade, é combater o preconceito contra quem não acredita em nenhum deus. A campanha já vinha sendo realizada em diversos países, com anúncios em ônibus, há dois anos.
No Brasil, a Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos diz que empresas de transporte de Porto Alegre, Salvador, Florianópolis e São Paulo rejeitaram a proposta de publicidade, feita no final do ano passado.
Os motivos alegados eram desde conteúdo ofensivo até o veto a mensagens que estimulem a "discriminação de credo". "Chegamos a contratar o serviço. Mas, na última hora, disseram que não ia rolar", conta o presidente da entidade, Daniel Sottomaior.
 A solução encontrada foi usar os outdoors convencionais. Quatro já foram fixados por ruas da capital gaúcha. O gasto, estimado em R$ 7.000, foi bancado por doadores da entidade. Porto Alegre é a primeira capital no país a receber a iniciativa. A expansão para outras cidades vai depender de mais doações.
A campanha gerou polêmica em outros países. Na Inglaterra, em 2009, foram publicadas mensagens dizendo: "Deus provavelmente não existe". A associação brasileira diz que a iniciativa busca a "igualdade plena" entre ateus e religiosos. 
 Folha.com

É o governo Cabral que está contra a parede

Nossa greve está forte e nós não seremos ameaçados dessa forma baixa e premeditada que o governo do Estado costurou com a participação mercenária do poder judiciário.

Vamos manter a greve por tempo indeterminado. Nossa luta é sagrada, pois lutamos por nossas famílias.

Mais um mês de greve e o ano letivo estará comprometido. Na verdade é o governo que está contra a parede e não os professores.

Cabral conta com a desmobilização da categoria com essa jogada do corte de ponto.

Porém as escolas estão paralisadas parcialmente ou totalmente. Conselhos de classe não aconteceram pois não tinham professores e nem notas.

SAERJ foi boicotado vergonhasamente e continuará sendo.

Notas no conexão educação educação não foram lançadas e nem serão.

A LDB/96 exige 200 dias letivos, com a manutenção da nossa greve o governo Cabral vai conseguir a cagada de perder o ano letivo.

São esses corruptos que estão contra a parede e tenho prazer em vê-los no inferno!

Vamos denuncia-los, queima-los e exigir seriedade administrativa na máquina estatal carioca.

Mexeram com a categoria errada. Vão ter que engolir a nossa greve e o nosso acampamento! 

O governo jogou sujo com a ajuda do judiciário e nos pegou de surpresa. Porém, superando esse momento na próxima semana, sem perdermos a mobilização e mostrando a força da nossa greve iremos colocar o governo contra a parede com a possibilidade de perda do ano letivo.

Deveriam ter negociado conosco, agora quero ver o governo roer esse osso duro da perda do ano letivo, da não realização de provas do saerj, não realização de conselhos de classe, sem notas lançadas...
  (sem renovação da matrícula da EJA.)

Adaptado do prof. Hamilton, comunidade de professores

terça-feira, 26 de julho de 2011

Justiça autoriza e governo do Rio cortará ponto de professores em greve



RIO - A Secretaria estadual de Educação do Rio de Janeiro informou na tarde desta terça-feira que irá descontar, a partir de 1º de agosto - quando as aulas serão retomadas após o recesso de meio de ano -, os salários dos professores que continuarem em greve. A medida se baseia numa decisão do Tribunal de Justiça, também publicada nesta terça-feira, suspendendo uma liminar concedida em primeira instância ao Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), que garantia o direito à paralisação sem corte de ponto.
A Secretaria de Educação ressaltou que, por decisão própria, resolveu efetuar o pagamento dos dias parados e anotados desde o início do movimento, em 7 de junho. Segundo o órgão, dos 51 mil professores regentes de turma, 542 (cerca de 1%) aderiram ao movimento. As aulas já perdidas até agosto terão que ser repostas, de acordo com calendário estipulado pelo estado. Se não houver reposição, o servidor terá o desconto também retroativo. Até o fim desta semana, será divulgado o calendário de reposição de aulas, que deverá ocorrer até o dia 15 de setembro.
- É de fundamental importância que os alunos não tenham qualquer tipo de prejuízo - afirmou o secretário de Estado de Educação, Wilson Risolia.
Para a coordenadora do Sepe Vera Nepomuceno, a medida tomada pela secretaria deve acirrar ainda mais os ânimos entre estado e grevistas.
- Se a paralisação entrar pela segunda semana de agosto, o ano letivo estará definitivamente comprometido - afirmou Vera, ressaltando que nesta quarta-feira será feita uma reunião com líderes do movimento para discutir os rumos da greve.

Governo do Estado ameaça ano letivo de 2011 da Rede Estadual de Educação


Embora a Seeduc tenha divulgado que não recorreria na Justiça, o governo do Estado entrou com pedido de Suspensão de Execução da Liminar concedida pelo Juízo daVara de Fazenda Pública, processo nº 0181463-81.2011.8.19.001, que garantia o não desconto dos dias parados dos salários dos profissionais de educação, em greve desde o dia 7 de junho. O presidente do Tribunal, desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, deferiu o pedido de suspensão sem prejuízo de reexame da matéria, processo nº 00 37323-54.2011.8.19.0000. Assim, a decisão de descontar ou não, agora, é unicamente do governador.

Portanto, está nas mãos do governo a viabilização do ano letivo. Caso os dias parados sejam descontados, não haverá reposição das aulas, pois não se admite trabalho sem remuneração, e o ano letivo para milhares de alunos da rede estadual não completará os 200 dias e 800 horas/aula estabelecidos pela LDB.

O Sepe entrará com pedido de Reconsideração dessa decisão e, caso não seja acolhido, entraremos com Recurso ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça do RJ.

Para por fim à crise instaurada na Educação pela intransigência do governo, é necessário um amplo movimento exigindo negociação imediata. A sociedade fluminense demonstrou o apoio aos educadores em greve. Mais de 20 mil pessoas manifestaram o apoio no abaixo–assinado e diversas pesquisas de opinião apontam apoio de mais de 80% da população.

O Sepe reitera a disposição de negociar a pauta de reivindicações e convoca toda categoria à assembléia no dia 3 de agosto em local a ser divulgado.

A greve continua!!!

SEEDUC continua atacando a greve da rede estadual


Sem conseguir dar uma explicação para a sociedade do Rio de Janeiro sobre o porque o segundo estado mais rico da federação paga R$ 765 para os professores e R$ 435 para os funcionários das escolas estaduais e se encontra na penúltima colocação do IDEB, a SEEDUC continua publicando notas estapafúrdias em seu site. Uma vez, o secretário Risolia disse que a greve non estado tinha 1% de adesão e que 542 profissionais estavam realmente fazendo a paralisação. Depois, acusou o Sepe de "obrigar" os alunos a boicotarem o Saerj. Agora, o governodo estado quer jogar a culpa nos profissionais pelo não encerramento do período letivo dos alunos do EJA. Segundo nota no site da SEEDUC, a greve nas escolas estaduais seria a responsável pelo fato dos alunos não poderem efetuar suas matrículas agora.

Mas o que o governo não assume é que, muito mais prejudicial do que a greve nas escolas, cujo principal responsável pela deflagração é ele mesmo, que não negocia, nem cumpre suas promessas de valorização da educaçãoé o fato de dezenas de milhares de alunos continuarem sem professores de disciplinas fundamentais e as escolas se encontrarem numa situação de penúria por falta de investimentos.

Hoje, por mais que Risolia e Cabral tentem disfaçar, os baixos salários fazem com que muitos professores recém-concursados abandonem a rede em busca de melhores condições de trabalho nas redes federal e municipais. O descaso deste governo com a educação pública é tão grande que, na véspera de completar 50 dias de paralisação, as autoridades estaduais ignorem as reivindicações da categoria e continuam se recusando a negociar.  Mas os profissionais vão continuar lutando para desmascarar estes falsos argumentos das autoridades estaduais e mostrar que a nossa greve, além de lutar por reajuste de salário, também luta pela melhoria do ensino público estadual e que o descaso do governo com a educação atinge em igual proporção, não só o EJA, mas todos os segmentos e modalidades de ensino oferecidos em nosso estado.

Presidente da Petrobras diz que preço da gasolina pode aumentar

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, admite que o preço da gasolina pode aumentar. "Provavelmente vamos precisar ajustar o preço doméstico. Esse é um processo que depende essencialmente do comportamento do mercado internacional. Enquanto isso vamos trazer importação. Não vai faltar gasolina no Brasil" afirmou em entrevista ao Jornal da Globo nesta segunda-feira (25).

O executivo destaca o aumento da demanda devido à "crise no mercado de etanol e ao aumento na venda de carros flexfuel". "Tivemos aumento de 19% da demanda de gasolina em 2010. Isso fez com que nossa capacidade de produção chegasse ao limite. Nós estamos praticamente no limite das refinarias hoje existentes", completou.

Para dar suporte ao seu plano de investimentos — de US$ 224 bilhões de 2011 a 2015—, a Petrobras partiu da premissa de que o preço do petróleo ficará, na média, entre US$ 80 o barril, no cenário mais conservador, e US$ 95, na visão mais otimistas até 2015.

Se a primeira hipótese prevalecer, a estatal terá de captar US$ 91,4 bilhões no mercado nos próximos anos e ampliar mais seu endividamento, já que contará com uma geração menor de caixa (US$ 125 bilhões).

Mas, se o preço do petróleo ajudar e ficar na previsão mais alta, a Petrobras terá de buscar menos recursos no mercado (US$ 67 bilhões) e contará mais com o seu fluxo de caixa (US$ 148,9 bilhões) para financiar seus investimentos.

Neste ano, avalia a estatal, o preço do barril do petróleo Brent ficará em US$ 110. Para Gabrielli, mesmo na hipótese mais conservadora, a estatal não vai ampliar muito seu endividamento e sua taxa de alavancagem (a relação entre dívida e faturamento atingirá 29%) a ponto de comprometer a manutenção do grau de investimento. 

Vermelho 

Darcy Ribeiro e a disfuncionalidade do Brasil


Viva a disfuncionalidade do Brasil!

O assassino em massa norueguês Anders Behring Breivik cita o Brasil, no manifesto racista que divulgou na internet, como um exemplo do que a “mistura de raças” produz em uma nação.
Segundo sua mente transtornada pelo ódio, seríamos assim “por causa da “revolução marxista brasileira”, o Brasil teria se tornado uma mistura de raças o que se mostrou uma “catástrofe” para o país que é “de segundo mundo” com um baixo nível de coesão social. Os resultados seriam os altos níveis de corrupção, baixa produtividade e conflitos entre as diferentes culturas”.

Breivik é um doente, mas a forma que sua doença assume é moldada por um caldo de cultura que existe aqui também, embora nem todos os que pensam como ele vão sair fuzilando dezenas de jovens. Mas ele existe e tem muita gente que está mergulhada nele e, mesmo sem verbalizar ou escrever isso, acha que o Brasil negro, mestiço, cafuzo, mulato, é a praga e o atraso deste país.
Cheios de dedos, para não explicitar seu racismo social, o que eram os que reclamavam daquela “gente diferenciada” que uma estação do Metrô traria a Higienópolis?
Mas deles a gente está cansado de falar.
Nós também temos culpa nisso.
Porque paramos de celebrar, por nos agarrarmos – usando a expressão do próprio terrorista, em seu manifesto – à idéia de tribo, de grupo fechado por alguma razão: etnia, gênero, ideologia, a riqueza da diversidade.
A maior perversidade da discriminação é essa: a de nos cegar para vermos a riqueza de nossa igualdade humana.
Estamos, com razão e por dever, tão presos a afirmar os direitos de grupos – e todos eles os têm e são invioláveis – que descuidamos de proclamar a maravilha de nossa grande – por que não assumir a palavra – disfuncionalidade.
Porque o ser humano não é uma função. Não é uma peça, um produto, algo feito em série, para cumprir um papel.
O milagre do povo brasileiro não é apenas respeitar a diversidade, mas ter forjado nela uma unidade nessa tão rica e una diferença.
Disfuncional, para aquele lunático terrorista.
Desprezível, para nossas elites, que nos consideram, por isso, inferiores, embora não tenham mais coragem de afirma-lo com todas as letras, o que não os impede de colocar cercas eletrificadas, insulfilme e, sobretudo, de aderir e aplaudir a ideia de que este país seja de todo o seu povo.
Que falta nos faz um Darcy Ribeiro agora – e como nossa intelectualidade se empobreceu por não os produzir às centenas – que proclame nossa miscigenação como virtude e avanço, e não esqueça dela porque tenha medo de dizer que ela é boa, porque soma todos os que somos iguais: negros, brancos, amarelos, índios e até nossos noruegueses.
Como debocharam da ideia generosa do “socialismo moreno” que ele, Darcy, e Leonel Brizola, apregoaram diante de seus narizes torcidos, tentando dizer que, numa sociedade justa, aberta e igualitária, todos nós em algumas gerações, seríamos da mesma cor, feita de todas as cores.
Como zombaram da ideia de uma “civilização dos trópicos”, por acharem boa, mesmo, aquelas frias e funcionais, que produzem desvios assim. E não é de hoje, vide as barbaridades coloniais, depois o nazismo e estes seus filhos tardios.
Não temos de ser funcionais, o que nada tem a ver com não sermos racionais.
Um país, como ser humano, vive em busca da felicidade.
E felicidade é um estado de alegria coletiva, de aceitação, do que o Frei Leonardo Boff dizia ser a festa, onde as pessoas dizem sim a todas as coisas.
É, porque a gente precisa entender e sentir que o não só tem sentido, quando se nega o sim para alguém. Nós não temos ódio, mas não descuidamos de lutar pelo direito – e o dever – de amar.
É isso: só o que temos contra nossas elites é não aceitar que o povão seja gente. É não entender o verso do Tom que diz que é impossível ser feliz sozinho.
O Rolex e a futilidade a gente aceita e tolera.
E ainda pergunta que horas são.
Blog do Luis Nassif

Entrevista na 104 FM

 Participação dos professores(Doc, Fábio, Denize e Babade) da rede municipal de Cabo Frio no programa da Iva Maria, na rádio 104 Fm tratando das questões relativas ao plano municipal de educação(não cumprimento das metas).  O programa foi "curto" pra quantidade de assuntos relativos a educação em nosso município e em nossa região. Ainda assim foi possível discutir a escola em tempo integral(promessa de campanha do prefeito MM), a sede alugada da secretaria de educação de Cabo Frio, a nomeação de conselheiros para acompanhamento das verbas do Fundeb e merenda escolar, o descaso dos vereadores (e políticos em geral) com as causas da educação.
Falamos um pouco da greve na rede estadual, mas precisamos de mais espaço na mídia para uma discussão mais abrangente. Valeu, Iva!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Questões da ciência: O silêncio mais estranho

Não sem razão, o físico inglês Paul Dirac foi batizado por seu colega dinamarquês Niels Bohr de “o homem mais estranho do mundo”. A alcunha inspirou o título de uma biografia escrita por Graham Farmelo que permanece inédita no Brasil: The strangest man – the hidden life of Paul Dirac, mystic of the atom. Lá fora, resenhas, elogios e prêmios. Aqui, até onde foi possível apurar, a única menção ao livro foi numa coluna para adolescentes num jornal paulistano (que o considerou “melhor livro do ano”). De lá para cá, silêncio do meio editorial.
Num mundo cheio de personalidades esquisitas e transtornos psiquiátricos cientificamente fundamentados, a personalidade excêntrica de Paul Dirac (1902-1984) poderia ser só mais uma. No entanto, a seu favor (ou, no caso, contra ele), pesa seu currículo: trata-se do mais jovem teórico até hoje a ganhar o Nobel de Física – isso foi em 1933. E já que a palavra consta dos dicionários: gênio.
Se alguém fizer uma lista dos cinco maiores físicos teóricos do século passado e não incluir esse inglês de cabeça triangular e bigodinho irritante à francesa, desconfie. Você não estará diante de um historiador da física profissional.
Dirac foi o cientista que juntou, num só quadro teórico, os dois pilares da física contemporânea: a relatividade (no caso, restrita) e a mecânica quântica. A primeira lida com fenômenos que envolvem velocidades próximas à da luz e massas que viram energia (e vice-versa), como previsto pela famosa fórmula E=mc2. A outra trata das profundas estranhezas do mundo atômico e subatômico, onde entidades ora são corpúsculos, ora são ondas, corpos se comunicam instantaneamente e partículas podem ocupar dois lugares ao mesmo tempo.
Estranhezas comparáveis à personalidade de Dirac.
Mas o inglês será sempre conhecido por ter – não sem resistência – visualizado na equação que hoje leva seu nome a antimatéria – no caso, apontou a existência de antielétrons, batizados logo depois pósitrons. A diferença básica entre matéria e antimatéria é o fato de suas cargas elétricas serem opostas. Hoje, a física sabe: toda partícula tem sua antipartícula. Na época, no entanto, aceitar a existência de um elétron positivo não foi discussão calma.
A antimatéria que brotou da mente de Dirac se mostrou realidade quatro anos mais tarde. Hoje, um dos temas candentes da física é: por que a matéria preponderou sobre a antimatéria na criação do universo?
Quadro psiquiátrico
O ponto alto do livro – e, talvez, o mais corajoso – é Farmelo esboçar Dirac como portador da síndrome de Asperger, tipo de autismo leve. Os argumentos do autor são convincentes, e o leitor fica fortemente desconfiado de que tamanhas esquisitices só poderiam ter raízes cravadas num quadro psiquiátrico.
Quando o irmão de Dirac se matou – talvez, em resposta a um quadro mental de depressão, fermentado pela chantagem emocional da mãe e pela mão pesada do pai no destino dos filhos –, o físico estranhou o fato de a perda de um filho causar tamanha dor nos pais. Além de lacônico até a fronteira da antipatia, Dirac era conhecido por interpretar literalmente as frases ditas a ele. Ele parecia demonstrar (alguma) afeição apenas com os mais chegados – com esses, apesar de lacônico, era sempre amigo fiel.
O físico se casou em 1937 com Margit Wigner, irmã do físico e matemático húngaro Eugene Wigner. Com Mandi, como também era conhecida, teve duas filhas. O Dirac de Farmelo é alguém que olhava para família, colegas e mesmo mulher e filhos com profunda indiferença, uma insensibilidade emocional patológica.
Três tópicos, porém, despertavam a atenção de Dirac e, com sorte, o fariam expelir meia dúzia de fonemas – e, com mais sorte ainda, uma expressão algo diferente de um rosto desértico em emoções:
1. Cher. Os programas dessa cantora norte-americana aos domingos à noite eram o ponto alto da semana para aquele físico magro, relativamente alto, de movimentos lentos, entradas profundas. Quando uma dessas apresentações coincidiu com a cerimônia do Oscar – da qual sua mulher não abriria mão –, o casal, depois de alguma tensão, decidiu comprar um segundo aparelho de TV – na época, bem longe dos preços acessíveis de hoje;
2. Mickey Mouse. O camundongo tinha poder suficiente para fazer Dirac largar o trabalho – uma de suas obsessões – e passar a tarde em uma sessão especial de cinema;
3. Valsas de Chopin. Aqui, bem, nada de esquisito.
Depois da Segunda Guerra, Dirac – mesmo alertado por colegas – saiu dos trilhos da física. Algo quase impensável para alguém que era referência em mecânica quântica até mesmo para Einstein (“Onde está meu [livro do] Dirac?”, costumava pedir o físico de origem alemã). Por sinal, assim como Einstein, teve dificuldades para entender os desígnios da estrutura teórica que criou. Como já foi dito, era o criador estranhando a criatura, esta agora domada por gerações mais jovens e impertinentes de físicos.
O livro de Farmelo é tremendamente saboroso. Volumoso, com acesso a documentação inédita, suas 539 páginas dão à obra exatos 4 cm de altura. É leitura fluida e bem escrita.
Alerta: não é livro para conhecer a obra de Dirac; ou seja, passa longe das chamadas biografias intelectuais – e que Farmelo seja abençoado por essa escolha. Se o leitor quer se enveredar por aí, sugere-se Dirac – a scientific biography, do competente historiador da física dinamarquês Helge Kragh. Obra de respeito, mas para pouquíssimos, mesmo os cevados nas artes dos números e símbolos abstratos.
Farmelo fez quase um livro sobre estranhezas da mente – que, mesmo assim (ou necessariamente assim), é notável. Nesse aspecto, lembra Uma mente brilhante, da jornalista Sylvia Nasar. A diferença é que Dirac nunca teve, como John Nash Jr., que engolir psicotrópicos pesados para levar seu dia a dia.
Mas, por enquanto, a melhor definição desse excelente livro de Farmelo fica por conta de nossas editoras: aquele que ainda não foi traduzido para o português. O mercado editorial brasileiro já comeu várias moscas. Mas manter The Strangest Man inédito é falta indesculpável.

Cássio Leite Vieira é jornalista e historiador da ciência. É editor de internacional da revista Ciência Hoje e autor de Einstein, o reformulador do universo (Odysseus).
http://revistapiaui.estadao.com.br/blogs/questoes-da-ciencia/geral/o-silencio-mais-estranho