quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Cabo Frio vai parar: Funcionários querem o plano de carreira!!!


PCCR JÁ: Prefeito de Cabo Frio descumpre TODOS os acordos!!


O Sr.Alair anuncia 500 reais de abono por 3 meses ao invés da lei do Plano de Cargos que entrou em vigor neste mês de janeiro.


O Prefeito descumpre todos os acordos!


Estivemos reunidos e NÃO APROVAMOS nenhum abono que DESQUALIFICA a CARREIRA do SERVIDOR.


O sr. Alair não HONRA seu compromisso assumido em PRAÇA pública e na sequencia não HONRA seu compromisso com os representantes sindicais.


Estamos trabalhando há dois dias nos cálculos. Nós CUMPRIMOS nossa parte, apesar dos entraves para conseguir os dados necessários.

Professora Denize Alvarenga via Blog do Chicão

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Lideranças do PSOL fazem debate hoje em Rio das Ostras


Acontece hoje, 29 de Janeiro, o debate com as lideranças do PSOL nas cidades do interior do estado. O debate acontece às 19h no seguinte endereço: 

PURO/UFF, Rua Recife, s/n, Jardim Bela Vista, Rio das Ostras, RJ


Participação:

Professor Jonathan e Mel Marquer, candidatos a vereador. PSOL Rio das Ostras.

Lena, candidata a prefeita. PSOL Rio das Ostras.

Paulo Eduardo Gomes e Renatinho, vereadores de Niterói (a confirmar).

Renato Cinco, vereador da cidade do Rio de Janeiro.

Edil Nunes, candidato a prefeito. PSOL Nova Friburgo.

Cláudio Leitão, candidato a prefeito. PSOL Cabo Frio (CONFIRMADO!!!).

E ainda a militância do PSOL na região das mais diversas frentes de luta.


PSOL Rio das Ostras via  Facebook

Somos todos Santa Maria

Mais de 35 mil pessoas caminharam em luto pelas ruas de Santa Maria na noite desta segunda-feira, 28/01
O Rio Grande do Sul e o Brasil estão de luto.  

27/01/2013 é o dia que jamais vai sair da memória. O incêndio na boate Kiss na cidade de Santa Maria onde  231 jovens como nós perderam suas vidas e 129 encontram-se em hospitais da região e na capital POA. O clima de comoção social tomou conta do RS, do país e do mundo. Milhares dirigem-se aos Hemocentros para doações de sangue, outros mandam donativos ou se deslocam para a cidade como voluntários. Ao sentimento de comoção se soma o sentimento de indignação com os fatos, como extintores de incêndio vencidos, saídas de emergência inoperantes e seguranças que em um primeiro momento obstruíram a saída daqueles que não pagavam suas comandas.

Hoje Somos Santa Maria, cidade da juventude indignada de tantas lutas e repleta de jovens de todo o país que lá vão para estudar. Somos todos, os que se salvaram,  os que se foram salvando vidas e os que morreram tentando se salvar. Somos a dor de todas as famílias, amigos e a solidariedade dos que se colocam no lugar das vítimas e de seus familiares.

Nessa segunda-feira mais de 35 mil caminharam em luto pelas ruas de Santa Maria, prestando à última homenagem aos que partiram tão cedo.

Fica a certeza que a comoção e o luto irão se transformar em luta e indignação para que os responsáveis sejam punidos, para que a negligencia das autoridades não seja mais tolerada e tragédias anunciadas como essa não façam parte de nossas vidas.

Por esta razão, junto aos familiares,  amigos e colegas,  continuaremos mobilizados exigindo que tudo seja investigado até as últimas conseqüências e os culpados punidos.  Não vamos mais tolerar que o lucro dos donos de casas noturnas justifique o massacre de centenas de jovens!

SANTA MARIA: KISS nunca mais!
Não seremos mais os mesmos.

Porto Alegre, 29 de janeiro de 2013

Luany Barros– Vamos à Luta e Juventude da CST-PSOL
(Estudante de enfermagem e coordenadora geral do DCE da UFRGS, fez parte da comitiva da entidade que foi para Santa Maria prestar solidariedade.)



Vamos à Luta

PSDB: Nota de Falecimento do DemoTucanato

PSDB Nunca Mais! Fora Neolibelê!!!
A reação formal do PSDB ao pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff sobre a redução nos preços das tarifas de energia elétrica, em todo o país, é o momento mais lamentável do processo de ruptura histórica dos tucanos desde a fundação do partido, em junho de 1988.

A nota, assinada pelo presidente da sigla, deputado Sérgio Guerra, de Pernambuco, não vale sequer ser considerada pelo que contém, mas pelo que significa. Trata-se de um amontoado de ilações primárias baseadas quase que exclusivamente no ressentimento político e no desespero antecipado pelos danos eleitorais inevitáveis por conta da inacreditável opção por combater uma medida que vai aliviar o orçamento da população e estimular o setor produtivo nacional.
O presidente nacional do PSDB, Sergio Guerra.
Neste aspecto, o deputado Guerra, despachante contumaz dessas virulentas notas oficiais do PSDB, apenas personaliza o ambiente de decadência instalado na oposição, para o qual contribuem lideranças do quilate do senador Agripino Maia, presidente do DEM, e o deputado Roberto Freire, do PPS. Sobre Maia, expoente de uma das mais tristes oligarquias políticas nordestinas, não é preciso dizer muito. É uma dessas tristes figuras gestadas na ditadura militar que sobreviveram às mudanças de ventos pulando de conchavo em conchavo, no melhor estilo sarneysista. Freire, ex-PCB, tansformou a si mesmo e ao PPS num simulacro cuja fachada política serve apenas de linha auxiliar ao pior da direita brasileira.

O PSDB surgiu como dissidência do PMDB que já na Assembleia Constituinte de 1986 caminhava para se tornar nisto que aí está, um conglomerado de políticos paroquiais vinculados a interesses difusos cujo protagonismo reside no volume, a despeito da qualidade de muitos que lá estão. A revoada dos tucanos parecia ser uma lufada de ar puro na prematuramente intoxicada Nova República de José Sarney. À frente do processo, um grande político brasileiro, Mário Covas, que não deixou herdeiros no partido. De certa forma, aquele PSDB nascido sob o signo da social democracia europeia, morreu junto com Covas, em 2001. Restaram espectros do nível de José Serra, Geraldo Alckmin e Álvaro Dias.

Aliás, o sonho tucano só não morreu próximo ao nascedouro, em 1992, porque Covas impediu, sabiamente, que o PSDB se agregasse ao moribundo governo de Fernando Collor de Mello, às vésperas do processo de impeachment. A mídia, em geral, nunca toca nesse assunto, mas foi o bom senso de Covas que barrou o movimento desastrado liderado por Fernando Henrique Cardoso, que pretendia jogar o PSDB na fossa sanitária do governo Collor em troca de assumir o cargo de ministro das Relações Exteriores. FHC, mais tarde chanceler e ministro da Fazenda de Itamar Franco, e presidente da República por dois mandatos, nunca teria chegado a subprefeito de Higienópolis se Covas não o tivesse impedido de aderir a Collor.
Fala-se muito da extinção do DEM, apesar do suspiro do carlismo em Salvador, mas essa agremiação dita “democrata” é um cadáver insepulto há muito tempo, sobre o qual se debruçam uns poucos reacionários leais. É no PSDB que as forças de direita e os conservadores em geral apostam suas fichas: há quadros melhores e, apesar de ser uma força política decadente, ainda se mantém firme em dois dos mais importantes estados da federação, São Paulo e Minas Gerais.

E é justamente por isso que a nota de Sérgio Guerra, um texto que parece ter sido escrito por um adolescente do ensino médio em pleno ataque hormonal de rebeldia, é, antes de tudo, um documento emblemático sobre o desespero político do PSDB e, por extensão, das forças de oposição.

Essas mesmas forças que acreditam na fantasia pura e simples do antipetismo, do antilulismo e em outros venenos que a mídia lhes dá como antídoto ao obsoletismo em que vivem, sem perceber que o mundo se estende muito além das vontades dos jornalões e da opinião de penas de aluguel que, na ânsia de reproduzir os humores do patrão, revelam apenas o inacreditável grau de descolamento da realidade em que vivem.

Carta Capital

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

No Brasil, bibliotecas inovadoras convivem com quadro de descaso

Enquanto algumas passam por reformas, incorporam novas mídias e tendências, país ainda tem deficit de bibliotecas nas escolas.

No térreo da Biblioteca de São Paulo, ouve-se o burburinho de crianças brincando nos computadores, jogando jogos de tabuleiros ou circulando entre as estantes de livros infantojuvenis até se acomodarem em algum dos pufes com as obras que escolheram.

No andar de cima, adultos leem livros de papel ou em Kindles, teclam em seus laptops ou assistem a DVDs nos computadores comunitários.

Nos arredores, há uma lanchonete, um grande parque, uma escola técnica e a estação de metrô do Carandiru, lembrando os visitantes que ali funcionava antes o famigerado presídio paulistano.

A Biblioteca de São Paulo, inaugurada em 2010 na zona Norte da cidade, é um dos exemplos de bibliotecas brasileiras que acompanham novas tendências internacionais, de criar espaços de convivência modernos - em vez de apenas espaços de leitura.

Outro exemplo vem das bibliotecas-parque no Rio de Janeiro, como a de Manguinhos, montada em um antigo armazém da zona Norte, para servir 16 comunidades carentes com acervo, espaços culturais, sala de reunião, laboratórios e cursos.


'O modelo oferece vários serviços de uma vez só, como literatura, artes, teatro e cinema', diz Vera Saboya, superintendente de leitura do Estado do Rio, destacando que a biblioteca-parque não é um 'projeto social' e vai ser expandida para bairros de classe média.

'Mas há uma pequena revolução (ao redor dela) nos lugares mais pobres. Quando vejo crianças de 5 anos entrando no lugar, imagino que daqui a dez anos ela terá passado por experiências muito determinantes em sua vida cultural dentro da biblioteca', agrega.

A biblioteca de Manguinhos recebe cerca de 120 mil pessoas ao ano. A Mario de Andrade, em São Paulo, viu seu público mais do que dobrar (para 217,8 mil) desde a reforma e reinauguração, em 2011. Suas atrações são, além do acervo e da coleção circulante, a programação cultural mensal (incluindo ciclos de leitura e escrita, de história da arte e do conto latino-americano).


Déficit de bibliotecas
Mas iniciativas inovadoras, reformas e modernização do acervo convivem, no Brasil, com déficit de bibliotecas nas escolas, baixos índices gerais de leituras, exemplos de descaso e queixas do setor.

O Censo Escolar 2011 (o mais recente), do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), aponta que, de 146 mil escolas do ensino fundamental, apenas 52 mil têm bibliotecas (cerca de 36%). No ensino fundamental, de 26,9 mil escolas, 19,6 mil têm bibliotecas (73%).
Biblioteca de Manguinhos

Levantamento divulgado nesta semana pelo movimento Todos Pela Educação, a partir do Censo, afirma que o Brasil precisaria construir 128.020 bibliotecas escolares até 2020 para cumprir a lei 12.244/2010, que dispõe sobre a universalização de bibliotecas.

'Para isso, seria necessária a construção de 39 unidades por dia (34 na rede de ensino pública e 4 na rede privada)', diz comunicado do movimento.

Entre as bibliotecas públicas em funcionamento, enquanto as citadas no início desta reportagem viram seu público crescer, outras permanecem às moscas grande parte do tempo.

Pesquisa de 2011 do Instituto Pró-Livro e do Ibope aponta que em média, os brasileiros leram 4 livros no ano, incluindo as obras indicadas aos estudantes pelas escolas (em 2007, quando a pesquisa tinha outra metodologia, essa média era de 4,7 livros lidos por ano).

Para efeito comparativo, pesquisa de 2012 do centro Pew, nos EUA, diz que um americano médio de 16 anos ou mais leu 17 livros nos 12 meses anteriores ao estudo. (O número é puxado para cima sobretudo pelos leitores de 65 anos ou mais, que leem em média 23 livros/ano).


Desinteresse?
Seriam os números uma evidência do desinteresse do brasileiro pelo livro?

Adriana Ferrari, coordenadora da unidade de bibliotecas da Secretaria da Cultura paulista, discorda. 'Não acho que há desinteresse. Acho que o brasileiro não conhece o livro. Que vivência e que cultura temos de biblioteca? Nenhuma', opina.

'Na Biblioteca de São Paulo, recebemos 30 mil visitantes por mês, pessoas que têm algum relacionamento com o livro. Mas no Brasil, montam-se três estantes e chamam de biblioteca. É preciso qualificar as bibliotecas para que as futuras gerações estejam expostas (ao livro).'

Para Antonio Miranda, professor da Universidade de Brasília e consultor para bibliotecas, 'começamos tarde e estamos muito atrasados em implementar bibliotecas no país'.

Há avanços, como o Plano Nacional do Livro e da Leitura, programa do Ministério da Cultura que prevê investimentos de R$ 373 milhões em acesso e fomento à leitura e incentivos à cadeia criativa e produtiva do livro.

Mas gerou polêmica o fato de o programa ser centralizado pela Fundação Biblioteca Nacional, instituição que enfrenta problemas. Seus funcionários entraram em greve neste mês de janeiro alegando más condições de trabalho, já que o prédio da instituição enfrentou vazamentos, curto-circuitos e foi alvo de críticas pelos cuidados com o acervo histórico.

Algumas bibliotecas consultadas se queixaram da atuação da FBN e de favorecimento à cadeia produtiva do livro em detrimento das bibliotecas.

A FBN afirma, porém, que o eixo de democratização do acesso à leitura - que engloba, entre outros itens, a implementação de mais de 400 bibliotecas de diferentes tipos e a revitalização de outras 434 - é o que terá a maior parte dos recursos do Plano Nacional do Livro (R$ 254,6 milhões, do total de R$ 373 milhões).

Segundo a assessoria da FBN, também foram firmados em 2012 sete convênios, de um total de R$ 1,35 milhão, para modernizar 82 bibliotecas públicas em sete Estados (São Paulo, Mato Grosso, Pernambuco, Minas Gerais, Ceará, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal; só em Pernambuco o valor ainda não foi pago).

G1


Bactérias resistentes ameaçam mais que aquecimento global

Chefe de Saúde da Inglaterra alerta para cenário 'apocalíptico' pela crescente ineficiência de remédios contra infecções
O aumento de infecções resistentes a medicamentos é comparável à ameaça do aquecimento global, de acordo com a principal autoridade de Saúde da Inglaterra. Sally Davies, chefe do serviço médico civil da Inglaterra, disse que as bactérias foram se tornando resistentes às drogas atuais e há poucos antibióticos para substituí-las.

Ela disse a uma comissão de deputados britânicos que uma operação de rotina pode se tornar letal devido à ameaça de infecção. Especialistas disseram que este é uma problema global e que precisa de mais atenção.

Os antibióticos são uma das maiores histórias de sucesso na medicina. No entanto, as bactérias são um inimigo que se adapta rapidamente e encontra novas maneiras de burlar as drogas.

Um dos exemplos desta ameaça é o Staphylococcus aureus resistente à meticilina - ou SARM (também conhecido pela sigla em inglês MRSA — Methicillin-resistant Staphylococcus aureus) -, uma bactéria que rapidamente se tornou uma das palavras mais temidas nas enfermarias de hospitais, e há também crescentes relatos de resistência em cepas de E. coli, tuberculose e gonorreia.


'Cenário apocalíptico'
Davies disse: "É possível que a gente jamais veja o aquecimento global acontecer, então o cenário apocalíptico é quando eu precisar operar meu quadril daqui a 20 anos e for morrer de uma infecção de rotina, porque os antibióticos não funcionam mais."

Ela disse que só um único antibiótico sobrou para tratar a gonorreia. "É muito grave, e é muito grave porque nós não estamos usando nossos antibióticos de forma efetiva".

"Não há um modelo de mercado para fazer novos antibióticos, de modo que estas bactérias se tornaram resistentes, o que ocorreria naturalmente, mas estamos estimulando isso pela forma com que antibióticos são usados, e não haverá novos antibióticos adiante."


Arsenal vazio
O alerta feito pela especialista no Parlamento britânico ecoa avisos semelhantes feitos pela Organização Mundial de Saúde, que disse que o mundo está caminhando para uma "era pós-antibióticos", a menos que sejam tomadas medidas.

A entidade projeta um futuro no qual "muitas infecções comuns não terão mais uma cura e, mais uma vez, matarão incessantemente". O professor Hugh Pennington, microbiologista da Universidade de Aberdeen, disse que a resistência a drogas é "um problema muito, muito sério".

"Precisamos prestar mais atenção a ele. Precisamos de recursos para monitoramento, para lidar com o problema e para fazer informações públicas circularem adequadamente." Ele sublinhou que este não era um problema exclusivo da Grã Bretanha.

"As pessoas estão indo para o exterior para operações, ou para, vamos dizer, fazer turismo sexual e trazer para cá gonorreia, que é um grande problema em termos de resistência a antibióticos - e também há tuberculose em muitas partes do mundo.

Pennington disse que as empresas fabricantes estavam sem opções também, porque todas as drogas mais simples já haviam sido produzidas. "Temos de estar cientes de que não vamos ter novos remédios milagrosos, porque simplesmente não há novos remédios".

BBC

Desenvolvimento e Desigualdade Social

Claudio Leitão é membro da executiva do PSOL de Cabo Frio
Estas duas variáveis econômicas deveriam caminhar no sentido de que quando aumenta a primeira, inversamente, diminui a segunda. Este deveria ser o raciocínio lógico, entretanto, pesquisando dados da ONU sobre esta relação no mundo, nota-se uma inversão desta suposta lógica.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas, em 1992, os 20% mais ricos detinham 82% da riqueza mundial. Em 2010, a situação piora e os 11% mais ricos detém 85% de toda a riqueza produzida. Na outra ponta, os 50% mais pobres detém apenas 1% desta riqueza.

O modelo capitalista de produção é altamente eficiente na produção de riquezas, mas também é extremamente injusto na forma de distribuir esta riqueza nos diversos seguimentos produtivos.

Estes dados mostram que o desenvolvimento e o aumento da geração de riquezas numa estrutura capitalista não significam, necessariamente, redução da desigualdade social, pelo contrário, em alguns países, inclusive, gerou aumento da concentração de renda.

Em verdade, o capitalismo é uma insuperável fábrica de gerar pobreza. Segundo a Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL) da própria ONU, 180 milhões de pessoas passam fome em toda a América Latina. São dados alarmantes.

Numa sociedade capitalista o grau de pobreza é medido pela falta de capacidade de consumo, mas acredito que pobreza não é apenas perder o poder de compra, é também, não ter políticas públicas de saúde e educação adequadas, é não ter emprego, não ter água e esgoto encanados, não ter acesso à cultura, transporte e políticas firmes da área de habitação. Não ter um teto é não ter esperança.

A nossa  presidente, “companheira” Dilma, em seu discurso de posse, prometeu erradicar a pobreza extrema neste país. Somos hoje a 7º economia do mundo e a 3º pior distribuição de renda do planeta. 

Ao longo dos últimos 60 anos, o país experimentou vários ciclos de desenvolvimento, mas não conseguiu reduzir de forma significativa o fosso social entre ricos e pobres. O governo Lula/Dilma conseguiu tímidos avanços na redução da pobreza, mas são resultados muito abaixo das nossas possibilidades, e que de certa forma foram turbinados pela grande capacidade de marketing do nosso ex-presidente, o chefe mensaleiro Lula.

O atual salário mínimo brasileiro (R$ 678,00), cerca de U$ 330,00 dólares é menor que o argentino (isso dói), o paraguaio e o equatoriano, isso para ficarmos apenas na América Latina.

O festejado “Bolsa Família”, pérola do assistencialismo dos governos FHC, Lula e Dilma, representa, atualmente, 0,4% do PIB, enquanto a dívida pública representa 44% do Produto Interno Bruto.

Em 2013, o governo pretende gastar cerca de 18 bilhões com o “Bolsa Família” e cerca de 750 bilhões (pagamento dos encargos e juros da dívida pública) com o “Bolsa Banqueiro”.

O Brasil é apenas mais um país dentro deste contexto. Num futuro próximo esta “bolha “ vai explodir e será necessário pensar e definir um novo modelo de desenvolvimento que não contenha as contradições do capitalismo, que já dura mais de 500 anos.

Antes de terminar, quero dizer que não defendo o “socialismo” que retrata o antigo modelo soviético de Stalin, nem o chinês de Mao, nem o cubano de Fidel, nem o de Chaves na Venezuela, nem o do coreano Jong e outros similares, que resultaram em experiências socialistas fracassadas por lideranças que degeneraram o verdadeiro sentido de um socialismo libertário. 

As idéias de Marx, Engels, Rosa Luxemburgo, Lênin, Trotsky, Gramsci, Eric Hobsbawm e outros, continuam atuais. Os economistas neoliberais nunca leram tanto Marx. Precisamos adaptá-las e reinventa-las dentro deste novo tempo, e assim permitir a continuidade do sonho e da utopia de um novo mundo.


“Se o capitalismo é incapaz de satisfazer as reivindicações que surgem infalivelmente dos males que ele mesmo engendrou, então que morra !”
(Leon Trotsky)

Trabalhadores aprovam acordo que garante 750 empregos na GM de São José

Negociação entre sindicato e direção da empresa prevê os demais 779 ameaçados de demissão permanecerão em layoff por mais dois meses

Os trabalhadores da General Motors em São José dos Campos (SP) aprovaram na manhã de hoje (28) a proposta de acordo firmado no dia 26 entre o Sindicato dos Metalúrgicos e a direção da fábrica.

O acordo reverte a desativação da unidade de montagem de veículos automotores (MVA) neste ano e garante a manutenção de 750 empregos até dezembro na produção do modelo Classic, a extensão por mais dois meses do sistema de layoff para 779 trabalhadores, além de investimento de R$ 500 milhões entre este ano e 2017.

Segundo informações do sindicato, o acordo foi aprovado na assembléia com cerca de 5 mil trabalhadores do primeiro turno de produção. No segundo turno, são 2 mil trabalhadores.

Pelo acordo, os 779 trabalhadores que tiveram o contrato de trabalho suspenso em agosto do ano passado, mas continuam a receber o salário (layoff), terão mais dois meses de pagamento. Depois deste período, se forem demitidos eles terão o pagamento de uma multa no valor de três salários.

O acordo prevê que os funcionários que optarem pela demissão imediata vão receber a multa no valor de 5 salários e que os 150 funcionários que estão neste sistema e que têm algum tipo de lesão em decorrência do trabalho serão realocados para outros setores da fábrica.

Os 750 trabalhadores que atuam na linha de produção do Classic, pelo acordo, entram em férias coletivas a partir de amanhã e permanecem até 14 de fevereiro, período no qual a empresa deve repor as peças necessárias à produção. Segundo informações do sindicato, a GM garante a produção do Classic na unidade de São José dos Campos até dezembro e nova negociação após este prazo.

Também estão previstas a renovação das cláusulas na data base da categoria (setembro) para o período de 2013 a 2015, a garantia no nível de emprego na unidade e negociação com o sindicado caso haja definições sobre projeto da empresa para produzir novos modelos de carros no país.

Rede Brasil

O Nafta espalha a fome no México

"CUIDADO:  NAFTA TRABALHANDO"

O tempo deu a razão aos presidentes latino-americanos que em 2005, na Cúpula das Américas de Mar del Plata, na Argentina, recusaram integrar a Área de Livre Comércio (Alca) promovida pelos Estados Unidos. Hoje, seus países estariam nas mesmas condições que o México.

O Conselho Nacional de Avaliação da Política de Desenvolvimento Social (Coneval), informou que de uma população próxima aos 110 milhões, 51,3% vive na pobreza, ou seja, 55 milhões de mexicanos carecem dos recursos básicos para cobrir as necessidades básicas.

Segundo Coneval, o número resulta aterrorizante ao aumentar o espiral de pobreza ano após ano sem que existam soluções. Em 2008, o número de pessoas nessas condições era de 50,6 milhões, primcipalmente em Chiapas, Veracruz, Tabasco, Baixa Califórnia, Puebla, Jalisco, Guanajuato, Oaxaca, Guerrero, Morelos, Chihuahua e no Distrito Federal.

Desde que o então presidente Carlos Salinas de Gortari aprovou em dezembro de 1992 o Tratado de Livre Comércio para a América do Norte (Nafta, na sigla em inglês), que entrou em vigor em janeiro de 1994, a fome e a pobreza se tornaram os maiores males dos aztecas, unido à enorme violência dos cartéis de drogas na luta por transportar essa mercadoria ao maior consumidor de entorpecentes no mundo: os Estados Unidos.

Uma das piores consequências do Nafta é a de ter obrigado mais de 2 milhões de camponeses, com seus familiares, a abandonar as terras que arrendavam pelos baixos preços dos produtos e o abandono governamental.
"- Você sabe o que aconteceu com os Maias?"
"- Acho que eles tinham um acordo de livre comércio com a Espanha..."
Ao negociar a livre exploração de mercadorias, as empresas transnacionais e os agricultores estadunidenses (com enormes subsídios governamentais e modernas tecnologias de produção) inundaram os mercados mexicanos em detrimento de comerciantes e agricultores nacionais.

Os camponeses emigram em massa para as grandes cidades onde é muito difícil conseguir trabalho e passam a aumentar as filas dos vagos, ou os mais jovens tentam cruzar as custodiadas fronteiras norte-americanas em uma via crucis de imigrantes clandestinos.

As transnacionais de alimentos que operam dentro do país se tornaram as principais produtoras, importadoras, exportadoras e praticamente dominaram a economia azteca.

Várias fontes de trabalho desaparecem pela compra e concentração de terras por essas companhias, e pela utilização de novas técnicas industriais na agricultura.

Pequenas fazendas foram eliminadas por enormes empórios como Tyson, Smithfield, Pilgrims Pride que se apoderaram da produção de gado ao mesmo tempo que provocam a poluição da água e da terra pelo afã de aumentar as produções sem cuidar do meio ambiente. Como afirmam os empresários, afinal, o país não é deles.

O milho, alimento básico ancestral mexicano cuja produção nacional abastecia toda a população e ficavam excedentes para a exportação, foi praticamente eliminado dos campos desde a entrada em vigor do Nafta, ao quadruplicar as importações desse grão oriundo dos Estados Unidos.

Com o aumento dos preços internacionais dos alimentos, provocado muitas vezes pelas companhias intermediárias (entre as quais se destacam Maseca /Archers, Daniel Midland e Cargill) que brincam com a fome dos pobres para se enriquecer, os preços das tortilhas de milho são quase inalcançáveis para os mexicanos.

Os números não mentem. Se antes do Nafta o país gastava 1,8 bilhões de dólares com importação de alimentos, agora investe em 24 bilhões com a alta dependência de soja, 95%; arroz, 80%; milho, 70 %; trigo, 56 % e feijão, 33 %.

Graças ao Nafta, funcionários do Departamento de Agricultura em Washington afirmam que nos próximos anos o México deverá adquirir 80% dos alimentos em outros países, principalmente nos Estados Unidos.

Sob as rédeas do Tratado de Livre Comércio, muitos analistas consideram a nação azteca uma dependência de Washington, devido às leis neoliberais que permitem às companhias estrangeiras utilizar mão de obra barata para suas produções, explorar os recursos naturais, extrair petróleo a preços preferenciais e exportar os excessos de mercadorias norte-americanas para esse país.

Enquanto esta situação ocorre no México, um recente relatório da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal) afirmou que esse flagelo diminuiu na região e atualmente atinge 168 milhões de pessoas, equivalente a 30% da população, embora seja a mais baixa nas últimas três décadas.

Para a Cepal, os níveis de pobreza continuarão diminuindo, a um ritmo menor, até terminar o ano em uma taxa de 28,8%, equivalente a 167 milhões de pessoas, graças ao crescimento econômico e à moderada inflação.

Nos últimos anos, várias nações, entre as que se destacam Venezuela, Bolívia, Equador, Argentina, Nicarágua e Brasil possibilitaram que os índices de pobreza se reduzissem ao realizar políticas sociais a favor dos seus habitantes e tomar medidas para que as transnacionais não roubem suas economias.

O aumento da desigualdade é outro aspecto que afeta a nação azteca já que, enquanto a metade da população não pode ter acesso às necessidades alimentares, educacionais ou de saúde, só oito magnatas nacionais possuem uma fortuna de mais de 90 bilhões de dólares que equivale a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

O tratado permitiu o enriquecimento de uma minoria nativa, e ao mesmo tempo possibilitou Washington manter um maior controle sobre a economia azteca em detrimento do seu povo.


Hedelberto López Blanch - Jornalista Cubano   Carta Maior

Ministério queria Aldeia Maracanã como centro indígena

Cabral desconhece promessas de outro Cabral. Só quer saber de atender os intere$$e$ de seus amiguinho$!!!

Ao chamar a Aldeia Maracanã de “invasão”, o governador Sérgio Cabral demonstrou, antes de mais nada, a sua total ignorância sobre o delicado tema. Uma reportagem publicada pelo Jornal do Brasil  em 23 de outubro de 2006 – pouco depois da chegada dos índios ao imóvel então abandonado -, mostra que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, então proprietário do casarão abandonado, via com bons olhos sua transformação em um centro voltado à cultura indígena.

O então superintendente do ministério, Pedro Cabral – que por uma dessas coincidências tem o mesmo sobrenome do descobridor do país e do governador que quer expulsar os índios do local – se disse favorável à revitalização do espaço. Mostrou, inclusive, interesse em discutir o assunto com o Ministério da Justiça e com a Fundação Nacional do Índio (Funai) sobre os procedimentos jurídicos a serem adotados para a transformação do imóvel.

 “O ministério é a favor da recuperação, até porque o local se tornou perigoso, onde já houve até assassinatos”, disse Pedro Cabral ao Jornal do Brasil.
Reportagem do JB mostra interesse do Ministério da Agricultura em fazer da Aldeia um centro de cultura indígena
A reportagem foi publicada três dias depois que 35 índios de diversas tribos do Brasil chegaram ao casarão abandonado, até então um foco de perigo na cidade. Todas as negociações pela transformação do local em um centro de cultura indígena, inclusive produtor do belo artesanato que só eles sabem fazer – como propôs Fernando Gabeira – estão sendo reduzidas a pó por Sérgio Cabral. 

Sabe-se lá por quê. 

Comentário: Não sabe mesmo???

JB

domingo, 27 de janeiro de 2013

Rio terá número de celular com nove dígitos em Outubro

Marcada data para adoção do número de celular com nove dígitos no Rio, Espírito Santo e interior de São Paulo

As cidades do interior do São Paulo, o estado do Rio e o Espírito Santo adotarão o nono dígito para telefonia celular a partir do segundo semestre deste ano. Para o interior de São Paulo, a mudança passa a valer a partir do dia 25 de agosto. No Rio e no Espírito Santo, o uso do nono dígito começa no dia 27 de outubro. A partir dessas datas, os usuários devem incluir o dígito 9 no início do número do celular.

A Agência Nacional de Telecomunicações estabeleceu prazo para a implementação do nono dígito. Para São Paulo, a data limite é 31 de dezembro de 2013 e, para o Rio de Janeiro e Espírito Santo, 31 de janeiro de 2014. Após a adoção do novo número, as ligações com oito dígitos serão interceptadas e o usuário ouvirá mensagens com orientações sobre a nova forma de discagem.

A medida padroniza o plano de numeração da telefonia celular em todo o Brasil e amplia os recursos de numeração em cada área. No ano passado, a mudança foi implementada nos celulares da área 11, em São Paulo. A previsão da agência reguladora é que até o final de 2016 o nono dígito esteja implantado em todo o país.


Rede Brasil

Rede Estadual terá merenda preparada por empresa investigada no STF

Risolia prepara mais uma terceirização: Estado alega que só pode barrar contratos se houver condenação!
A Secretaria estadual de Educação assinou na terça-feira um contrato para terceirização do serviço de preparo e distribuição de merenda nas escolas com uma empresa que é alvo de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), para apurar suspeita de superfaturamento no fornecimento de alimentos para os colégios municipais de São João de Meriti, na Baixada. 

A Home Bread foi contemplada com um lote que pode render R$ 19 milhões em um ano. O estado alega que “só pode alijar qualquer firma de uma licitação se ela tiver sido condenada, e a sentença transitada em julgado”.

Além da Home Bread, outras três empresas dividiram os cinco lotes restantes da licitação: Denjud, Planejar e Masan. O total estimado para os contratos é de R$ 140 milhões. As firmas ficarão responsáveis basicamente pelos funcionários. A compra dos alimentos continuará a cargo de cada escola.

— O ideal seria haver uma espécie de Lei da Ficha Limpa para processos licitatórios. Mas, se forem comprovadas irregularidades, providenciaremos a substituição da empresa — afirmou o secretário de Educação, Wilson Risolia.

A terceirização de servidores é alvo de polêmica com o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação. A entidade diz que funcionários concursados estão sendo obrigados a se transferir de unidade e a se concentrar num número pequeno de colégios, para abrir espaço para os contratados por empresas particulares.

A Secretaria de Educação confirmou que está transferindo servidores, mas para se adequar a normas do Tribunal de Contas do Estado (TCE). O órgão diz que as mudanças são feitas dentro de regiões onde os funcionários já trabalham.


Empresa na mira do TCE
Além de ser alvo da investigação que corre em segredo de Justiça no STF, a Home Bread também está na mira do TCE por causa do contrato assinado em 2009 com a prefeitura de São João de Meriti.

Lá, a empresa foi responsável pelos alimentos da merenda escolar naquele ano. Em voto publicado em outubro do ano passado, o tribunal cita sobrepreço de R$ 846 mil, num valor total contratado de R$ 2,9 milhões. Há diversos exemplos de comparação com a tabela de atacado da FGV: o quilo de peito de frango, que sairia por R$ 3,46, foi adquirido por R$ 7,27.

A prefeitura de São João de Meriti afirmou que a Home Bread não fornece mais merenda na cidade. “Quanto à investigação no âmbito federal, foram prestados todos os esclarecimentos necessários que comprovam que o procedimento seguiu a Lei de Licitações, e o preço está compatível com o mercado”. Sobre o voto do TCE, informa que “foi apresentada defesa comprovando a legalidade do procedimento”. Nenhum representante da Home Bread foi encontrado.

O Globo

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

PSOL e a Gestão participativa


Como um governo à portas fechadas pode satisfazer e entender as necessidades e anseios da população? O Partido Socialismo e Liberdade defende a GESTÃO PARTICIPATIVA, conceito este que está há anos esquecido em Cabo Frio.


Visite a página do PSOL Cabo Frio no Facebook

A situação do Plano de Carreira e dos servidores de Cabo Frio


Estivemos reunidos no Sindicaf CF, a reunião aconteceu para definirmos nossa assembleia.

Somos 5 sindicatos diferentes e cada um com seu estatuto, porém nosso movimento de luta é UNIFICADO, cada um dos sindicatos tem seu prazo de convocação de assembleia, uns 3 dias, outros mais.

Avaliamos que o governo tem o prazo legal de até o 5º dia útil para efetuar o pagamento. Este quinto dia será dia 07 de Fevereiro. 

Avaliamos também que saímos da reunião com o prefeito com o compromisso de fazermos um levantamento individual de quanto o servidor teria com o plano, para o pagamento de uma complementação emergencial, e precisamos de pelo menos 3 dias, depois que estivermos com as folhas de pagamento de dezembro, conforme solicitado pelos sindicatos nesta manhã à prefeitura.

Precisamos apresentar propostas de solução diante do impedimento surgido através da denúncia no TCE, antes de deliberamos qualquer ação, conforme a lei de greve. Não podemos agir fora da legalidade.

Estamos em estado de greve, mas isso não nos livra de procedermos dentro das obrigações legais.

Discutimos a situação dos aposentados, caso seja feito qualquer abono emergencial, eles também deverão receber, pois estarão no plano, assim que o mesmo for pago.

Estamos todos os servidores no mesmo lado. Estamos trabalhando para a EFETIVAÇÃO do plano. Nenhum de nós quer ABONO, iremos propor greve geral caso não se efetive o compromisso firmado, mas é preciso seguir a legislação e esgotar as negociações.

Temos alguns dias para apresentar a planilha de diferença entre o recebido e o devido e preparar nosso movimento. Iremos à luta por nossos direitos!

JUNTOS somos FORTES!


Prof. Denize Alvarenga  via Facebook

Cabo de fibra ótica submarino que une Cuba à Venezuela começou a funcionar



Um cabo submarino de fibra ótica ligando Venezuela a Cuba, que terminou de ser instalado há quase dois anos, começou a ser usado de forma experimental para chamadas telefônicas e conexões de internet, informou nesta quinta-feira (24/01) o monopólio estatal de telecomunicações cubano (Etecsa).

"Desde o dia 10 de janeiro começaram ser realizados os testes de qualidade de tráfego de Internet sobre o sistema. Eles foram realizados utilizando tráfego real desde e para Cuba", disse a empresa Etecsa em um comunicado, publicado no diário oficial Granma.


O cabo de 1.600 km de cumprimento, que custou cerca de 70 milhões de dólares, devia entrar em operação em meados de 2011 para acabar com as limitações nas comunicações da ilha, devido ao embargo norte-americano.

O "cabo submarino de fibra ótica a Cuba com a Venezuela e Jamaica é operacional desde o mês de agosto de 2012, inicialmente com tráfego de voz correspondente à telefonia internacional" e desde 10 de janeiro, com conexões de internet, disse Etecsa.


Alerta
Contudo, a empresa alertou que "quando o processo de testes for concluído, o começo da operação do cabo submarino não significará que automaticamente sejam multiplicadas as possibilidades de acesso" à internet em Cuba.

"Será necessário executar investimentos em infraestrutura interna de telecomunicações e aumentar os recursos em divisas, destinados a pagar o tráfego de internet com o propósito de obter o crescimento paulatino de um serviço que oferecemos hoje, em sua maior parte, gratuitamente e com objetivos sociais", disse.

O governo cubano privilegia o uso da internet com fins sociais, por isso, atualmente, só há conexões em escolas, institutos científicos e centros de comunicação, mas em muito poucas casas.



Opera Mundi

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Filie-se ao SEPE: Fortaleça o seu sindicato, fortalece a luta pela educação!

Sindicato fortalecido para lutar por toda categoria! O Sepe somos nós e todos devemos ser o Sepe também!!!


SEPE

Você!


O mundo é desigual. E isso não é novidade há pelo menos cerca de 10 mil anos, quando surgiram as primeiras sociedades complexas. Sociedades complexas seriam aquelas onde existem desigualdades sociais profundas, como a nossa. Antes, todos os grupos humanos do planeta, viviam tal qual os nossos índios na fase anterior à contaminação do dito mundo civilizado.  A única forma de divisão de trabalho era a sexual, na qual homens e mulheres possuíam atribuições distintas.

Com o surgimento da propriedade privada dos meios de produção e o desenvolvimento das forças produtivas, a humanidade se especializou na prática da exploração do homem pelo homem, utilizando a criatividade que lhe é peculiar para desenvolver métodos e justificativas incontáveis. 

No séc. XIX, quando o socialismo científico ou marxismo surgiu como forma de resistência à exploração capitalista, identificando burgueses e proletários na chamada luta de classes, ninguém imaginou que décadas mais tarde as ideias de Marx, pudessem inspirar um movimento revolucionário que culminou com a implantação do socialismo e  à reboque, a criação da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

A partir daí, grande parte dos fatos que ilustraram o século XX podem ser considerados desdobramentos do duelo entre capitalistas a socialistas conhecido como Guerra Fria e pai do desenvolvimento tecnológico que a segunda metade do século XX viu se aprofundar. Até que por fim, os capitalistas, donos da mídia, lançaram o factóide mundial da morte do comunismo e triunfo do capitalismo justificado pelo advento do neoliberalismo.

Essa viagem medíocre e superficial que me veio à cabeça nesse amanhecer que para mim começou antes mesmo do nascer do Sol desse dia 23 de janeiro, não tem outra pretensão a não ser convidar você que está  se dando ao trabalho de ler estas palavras à uma reflexão: Seria possível minimizarmos hoje o grau de degeneração social na qual nos encontramos?

O surgimento da civilização está totalmente ligado ao aparecimento do Estado que na sua definição simples seria um conjunto administrativo formado por governo, povo, exército, funcionários, território, leis e impostos. Ao longo do tempo muitos pensadores se dedicaram ao estudo do Estado de Aristóteles à Rousseau, analisando sobre tudo a ligação da interdependência entre o governo e o cidadão. Aqui queremos apenas levantar a seguinte questão: até que ponto a degeneração do Estado é causa ou conseqüência da degeneração do indivíduo enquanto cidadão?

A maior dificuldade de se transformar a sociedade em um espaço justo e igualitário passa pela crença de que qualquer tipo de mobilização atualmente seria infrutífera. Esse pensamento difundido pela mídia cúmplice da apropriação do Estado pelos interesses privados é transmitido de forma tão sutil e eficaz, que toda vez que um grupo de pessoas se reúne em torno de um ideal de transformação dessa realidade, o mesmo é visto como dissidente, destoante ou desajustado. Na sua individualidade, eu tenho certeza que você gostaria de  que a nossa cidade , o nosso estado  e o nosso país se tornassem lugares mais prósperos e que essa prosperidade fosse compartilhada pela maioria, mas a sua capacidade de mobilização e de aglutinação esbarra na falta de fé no próximo. Dessa forma, a responsabilidade da mudança é transferida para o outro. “Não dará certo por que o povo é corrupto. ”Não dará certo porque os políticos são todos iguais.” “ O Brasil não tem jeito” e por aí vai.

Afirmo com certeza também, que quando você é questionado acerca da sua honestidade, a reação é de indignação. Você é honesto, mas os outros não prestam. Então porque você não coloca as suas virtudes a serviço da coletividade?

Marx estudou a História e descobriu que as desigualdades são fruto do surgimento da propriedade privada dos meios de produção, quando no passado alguns  grupos se apropriaram sobretudo das terras produtivas. Antes disso, o fruto do trabalho coletivo era compartilhado igualmente entre os membros das comunidades. Era o comunismo primitivo, que hoje seria incompatível com a civilização. Mas, no entanto, o mundo civilizado pressupõe um individualismo sem igual que vai de encontro à própria idéia de humanidade ideal. 

Evoluímos tecnologicamente, mas perdemos em alguma esquina do passado a  ideia de grupo, de bando e estamos seguindo, independente dos” ismos” para um colapso humano irracional e o que é pior, consentido e protagonizado por você, que insiste em deixar de seguir o ideal de igualdade que trazemos como herança desde que tomamos consciência de nós mesmos enquanto espécie há milhões de anos, para se conformar com a tão recente ideia de que existem humanos  que merecem subverter, dominar e explorar humanos. A única solução possível para a construção de uma sociedade melhor é também a razão da existência da mesma: VOCÊ.

Projeto dos CIEPs foi descartado porque não interessa educar o povo

CIEP em Niterói
Sempre que é citado o visionário governador Leonel Brizola, sente-se tristeza pela atual falta de amor pela Educação Básica, demonstrada pelos dirigentes e políticos que nos governam hoje. O projeto dos CIEPs foi literalmente abandonado.


O tripé Leonel Brizola, Oscar Niemeyer e Darcy Ribeiro protagonizou uma revolução em todos os sentidos, no conceito de Educação Sistêmica. O que é isso: em primeiro lugar, as instalações, o prédio arquitetônico, as salas de aula, a biblioteca, a área coberta para práticas esportivas. Em segundo, o horário integral para as crianças poderem completar todas as fases do ensino, com atendimento médico e odontológico.

Era progressista demais para as cabeças conservadoras da elite dirigente do país. Elas pensaram: quando esses jovens estiverem formados, irão competir em igualdade com as nossas crianças preparadas para exercer o poder. Então, vamos detonar o projeto dos CIEPs. Foi exatamente o que aconteceu.

A consequência da falta de visão dos nossos governantes se processa nestes 2013, quando iremos importar trabalhadores europeus altamente qualificados e que estão desempregados em seus países por conta da tsunami econômica desencadeada em 2008. Não teria sido bem melhor que brasileiros ocupassem esses postos vagos por falta de mão de obra?

Agora vem o pior: Mesmo com o exemplo fático, real e cristalino, nada está sendo preparado para mudar a situação atual cujos reflexos se farão sentir talvez em 2020, 2030, sei lá. Ou não, bom dia Caetano.


SEGREGANDO O POVO
O projeto dos CIEPS foi descartado porque não interessa educar o povo, preparando-o para a revolução tecnológica, mas sim deixá-lo hibernando em berço esplêndido, calmo, tranquilo, sem muitas exigências materiais e sociais e votando nos mesmos de quatro em quatro anos. Essa é a realidade atual.

Em relação aos estádios de futebol, trata-se de desperdício de dinheiro público. Os clubes é que deveriam se ocupar das arenas, como exemplo o estádio do Morumbi construído pelo São Paulo Futebol Clube. Outra coisa, de que adianta espaços para 100 mil pessoas, se o máximo de uma partida não está passando de 50 mil torcedores? Ao invés de arenas, à moda romana, para proporcionar espetáculos midiáticos de futebol e também musicais, fariam bem os governantes se espalhassem escolas de ensino básico e técnicas de norte a sul do Brasil. Contudo, isso não se traduz em votos, logo por que fazer?

Quanto à afirmação do presidente, governador de Minas e senador Itamar Franco, sobre a alma dele ficar do lado de fora da tribuna, demonstra a insatisfação do político mineiro com a inoperância da representação senatorial. Sabia ele, como sabem os outros, que o Senado, constituído pelos 81 membros pouco ou nada, pode fazer pelo povo.

Roberto Nascimento  Tribuna

Um muro alto incapaz de conter a vontade de ajudar

Os operários José Antônio dos Santos Cezar, 47, e Francisco de Souza Batista, 33, vão procurar novo emprego
Demitidos, operários do Maracanã não se arrependem de terem pulado estrutura para oferecer apoio aos índios vizinhos e dizem que, se preciso, fariam tudo de novo.


O muro de 1,7 metro que separa o Museu do Índio do canteiro de obras do Maracanã não foi suficiente. Demitidos após pularem a estrutura de concreto para participar de um protesto contra a demolição do prédio ocupado pelos indígenas, os operários Francisco de Souza Batista, 33, e José Antônio dos Santos Cezar, 47, não se dizem arrependidos. Retirantes nordestinos, eles afirmam que se identificaram com a causa pela própria história de vida. E, se fosse necessário, fariam tudo novamente.

“Todo mundo sabia o que acontecia do outro lado do muro. Ninguém me convidou. Fui porque quis. A gente dá o braço quando a pessoa precisa, né? Vi que os índios estavam em menor número para enfrentar o Choque (Batalhão de Polícia). Então, fui lá e pulei o muro para ajudar”, contou Francisco, que há 12 anos deixou Reriutaba, no Ceará, para ganhar a vida no Rio como carpinteiro. Por uma coincidência, o nome da cidade faz alusão aos índios Reriús, antigos habitantes da região.


Ele e o pedreiro José Antonio — que veio de Mamanguape (PB) — tinham o salário de R$ 1,3 mil na carteira. Com hora-extra, chegavam a tirar R$ 2 mil por mês. Demitidos no dia 14 pela Concrejato Serviços, os dois devem receber até amanhã a rescisão. Enquanto isso, esperam uma nova oportunidade de trabalho. “Sou contra o que estão fazendo com aqueles índios. Fui à manifestação no horário do almoço. Eu não estava errado não, moça....Vou arrumar outro serviço. Corro atrás e consigo, mas o que estão fazendo com aquele povo não é certo”,afirmou José Antônio, que estava há cinco meses no emprego.

Morador da Praia de Mauá, na região de Magé, ele terá que parar a construção da casa e também vai acumular as dívidas do parcelamento da moto: “Fiz uma coisa para o bem. Minha família me apoiou. Se os índios precisarem de mim, eu volto lá”.

A Concrejato informou que os dois funcionários não foram demitidos porque apoiaram a manifestação, mas porque pularam o muro “(...) inclusive uniformizados, expondo-os a acidentes e abandonando o local de trabalho durante o expediente sem solicitação de dispensa nem comunicado aos seus superiores”.


Vítimas da má distribuição
Indiferentes à história do prédio, alvo da disputa entre governo e indígenas, os dois funcionários demitidos deixam transparecer motivações semelhantes a dos índios para ajudá-los a lutar pela ocupação do espaço. É a distribuição desigual da terra que levou famílias como a de Francisco e José Antonio a deixar o Nordeste em busca de melhor sorte nos grandes centros.

“A agricultura lá na cidade (Reriutaba) não me dava condições de sobrevivência. Foi por isso que eu vim parar aqui. Sempre morei em comunidade no Rio, mas consigo ter uma vida ajeitadinha. Pago aluguel de R$ 500 e ajudo meus dois filhos”, afirmou Francisco, que mora em Rio das Pedras.  

O Dia