quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Plenária Municipal do PSOL Cabo Frio


Nada será como antes. Mudanças estão acontecendo por conta dos protestos. Em dias se acumulam anos de aprendizado e experiência política permitindo um avanço no nível de consciência e politização dos manifestantes. Por isso, o cenário em que acontecerá o IV Congresso do PSOL é favorável para a esquerda e os movimentos sociais classistas. 

Após as jornadas de junho, o bloco da luta se fortaleceu. Milhões questionam a ordem estabelecida e chegam à conclusão de que a luta coletiva pode obter vitórias, como no caso da redução das tarifas dos transportes. O povo já não suporta mais viver massacrado como antes e os poderosos já não podem seguir governando como até então. O que explica que uma infinidade de passeatas e protestos continue acontecendo de forma descentralizada e que a classe trabalhadora se incorpore ao tsunami de lutas que percorre o Brasil.

As manifestações massivas, radicalizadas e vitoriosas demoliram as teses do atual bloco majoritário da direção do PSOL: não há um governo forte, nem um regime político estável e não vivemos um período de defensiva das lutas sociais. Essa visão cética, descrente do poder dos manifestantes, só serve para justificar a atuação recuada e pró-Dilma da atual maioria da direção do Partido. O que comprova, mais uma vez, que aqueles que fazem da luta institucional seu centro e pretendem colocar o PSOL a reboque do PT não podem comandar nosso partido.

Diante desse cenário interno e externo, o PSOL Cabo Frio convida toda a sua militância e todo o conjunto de simpatizantes do partido para a plenária que ira definir os rumos do partido e os delegados que representarão o nosso diretório no congresso estadual do Partido Socialismo e Liberdade.

Diretório Municipal do PSOL Cabo Frio

Cabo Frio: Paralisação da Educação!


Nesta quinta-feira, dia 29, 9h, na frente da Prefeitura.

Ato dos profissionais da educação pela garantia dos direitos dos trabalhadores e melhoria das condições de trabalho!

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Incêndio atinge mata no Jardim Esperança

Incêndio atinge mata atrás de cemitério em Cabo Frio

Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada por moradores do bairro Jardim Esperança, em Cabo Frio, interior do estado do Rio, para combater um incêndio em uma mata atrás do cemitério do bairro. Segundo informações iniciais, não há informações sobre o tamanho da área atingida pelas chamas. 

O Corpo de Bombeiros não soube informar também os motivos que levaram ao princípio do incêndio no local. Uma equipe verifica se as chamas estão ameaçando residências ou a própria estrutura do cemitério de Jardim Esperança. 

G1

domingo, 25 de agosto de 2013

MEC vai estimular formação de professores na área de ciências exatas

Com a meta de atrair 100 mil estudantes de ensino médio para seguir a carreira de professor da educação básica nas áreas de ciências exatas, o Ministério da Educação (MEC) irá lançar um programa de estímulos por meio de bolsas de estudo.

O governo quer atrair também os 10 mil estudantes de graduação em cursos de licenciatura do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência que oferece bolsas a alunos que se dediquem a estágio nas escolas públicas e se comprometam com o exercício do magistério na rede pública.

De acordo com o MEC, a proposta está em fase de elaboração e prevê a oferta de bolsas de incentivo. Serão criados também estímulos a programas de formação e pesquisas de universidades, centros de pesquisas e institutos nas áreas de licenciatura e científica que envolvam professores e estudantes da educação básica.

Ao participar de audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, em abril, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, manifestou preocupação com a baixa procura por cursos superiores de licenciatura em física, química, matemática e biologia e antecipou que o MEC preparava um programa para, desde o ensino médio, atrair os estudantes para o magistério nessas áreas.

EBC

DEPOIS DO MAIS MÉDICOS, VEM AÍ O MAIS PROFESSORES

O Ministério da Educação quer levar professores a escolas onde faltam docentes em ação semelhante ao Mais Médicos, segundo anunciou o ministro Aloizio Mercadante; a intenção é que, mediante o pagamento de uma bolsa, professores se disponham a reforçar o quadro dessas escolas.

O Ministério da Educação (MEC) quer levar professores a escolas onde faltam docentes em ação semelhante ao Mais Médicos. O Mais Professores faz parte do Compromisso Nacional pelo Ensino Médio, apresentado hoje (21) pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, na Câmara dos Deputados. A criação do programa já havia sido comentada antes pelo ministro, mas é a primeira vez que é apresentado em detalhes.

Segundo Mercadante, o compromisso ainda está em fase de desenvolvimento e depende do Orçamento disponível. Entre as ações do programa, está a proposta de levar professores a escolas de municípios com índices de desenvolvimento humano baixos ou muito baixos e que tenham um baixo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) - índice calculado a partir do fluxo escolar e o desempenhos dos estudantes em avaliações nacionais.

A intenção é que, mediante o pagamento de uma bolsa, professores se disponham a reforçar o quadro dessas escolas. Para as escolas com baixo rendimento, a pasta quer atrair bons professores para melhorar o ambiente acadêmico. Caso não haja professores disponíveis na rede, o MEC cogita a participação de professores aposentados que queiram voltar às salas de aula.

Segundo Mercadante, as áreas com as maiores carências de professores são matemática, física, química e inglês. O ministro diz que as disciplinas representam cerca de 3% das matrículas de ensino superior, índice que tem se mantido constante. O Mais Professores, esclarece o ministro, ainda é uma proposta em aberto.

Além de atrair professores para áreas carentes, o compromisso propõe o aperfeiçoamento da formação continuada dos docentes, com o desenvolvimento de material didático específico e a criação da Universidade do Professor, uma rede que vai concentrar todas as iniciativas voltadas para a formação docente. Pretende-se que em um mesmo portal o professor possa acessar todos os cursos e programas disponíveis.

O compromisso prevê também um redesenho curricular do ensino médio, para que as disciplinas ensinadas tenham uma maior integração entre si. Para que o ensino seja melhorado, a pasta aposta na educação integral. Para 2013, segundo o ministro, está prevista a adesão de 5 mil escolas no ensino de dois turnos. No ano que vem, serão 10 mil centros de ensino.

Faz parte do compromisso a ação Quero ser Professor, Quero ser Cientista, com a oferta de 100 mil bolsas de estudo para jovens que queiram ingressar na área de exatas. Além disso, o ministério desenvolveu, em conjunto com pesquisadores, um kit para estimular o interesse pelas ciências. "Vamos distribuir os kits de ciências para alunos de toda a rede. Ele vai poder manipular, usar. É inspirado em alguns brinquedos, mas mais sofisticado e barato", explicou Mercadante.

Mercadante diz que o ensino médio é uma fase que precisa de atenção. "Andamos muito nos anos iniciais [do ensino fundamental], melhoramos nos anos finais e simplesmente atingimos a meta [do Ideb] no ensino médio. O que é pouco. Ainda precisamos de um salto de qualidade", disse.

Em 2012, 8.376.852 alunos estavam matriculados regularmente e 1.345.864 cursavam o ensino médio pelo Educação de Jovens e Adultos (EJA), de acordo com o Censo Escolar. A maioria das matrículas do ensino médio está na rede estadual de ensino (84,9%). As escolas privadas ficam com 12,7% das matrículas, as escolas federais com 1,5% e as municipais com 0,9%.

A defasagem idade-série ainda é alta, segundo o MEC, em 2012, dos estudantes matriculados no período, 31,1% têm idade acima do esperado para a série que cursam.

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sábado, 24 de agosto de 2013

Carlos Latuff: "E o mundo pode estar caindo, novamente, nesse velho truque."

Tem surgido na Internet e na imprensa fotos de crianças mortas, postas todas juntas, lado a lado, vítimas do que teria sido um ataque com armas químicas lançado pelo governo sírio.

É de conhecimento de todos que a Síria enfrenta uma guerra civil desde 2011, quando revoltas populares incendiaram o Oriente Médio, evento conhecido como "Primavera Árabe".

De um lado temos Bashar al-Assad, um ditador clássico, apoiado por Rússia, China, o Irã e o Hezbollah no Líbano. Do outro lado temos a chamada "oposição síria", que conta com o apoio de Estados Unidos, União Européia, Turquia, Israel e, claro, ditaduras do Golfo Pérsico.

O que realmente está em jogo nesse conflito? Estaria a Casa Branca realmente interessada na democratização da Síria, quando ela mesma apoia regimes ditatoriais na Arábia Saudita e Bahrain? Quando o nobre leitor já ouviu falar de Washington apoiando revoluções? Lembra quando a administração Reagan nos anos 80 financiou e armou os "Contras" para derrubar o regime Sandinista na Nicarágua, e fez o mesmo com os mujahideen para derrubar o governo pró-soviético no Afeganistão? Os "rebeldes" naqueles tempos eram chamados pelos estadunidenses de "lutadores da liberdade". 

Mas não era liberdade o que estava em jogo, e sim a geopolítica. Nunca são as vidas humanas o motivo pelo qual as nações se enfrentam. É sempre o petróleo, o gás, a saída para o mar, as rotas de escoamento de produtos, os mercados.

Com a Síria não é diferente.
Foi assim no Iraque com Saddam Hussein, outro ditador, que teve seu país invadido pelos EUA por supostamente possuir as tais "armas de destruição em massa". E o que temos no Iraque hoje? Uma democracia ou uma nova ditadura, essa agora simpática ao Tio Sam e suas empresas petrolíferas? E novamente o mesmo argumento é utilizado contra o ditador sírio. Será que Rússia e China no Conselho de Segurança da ONU seguirão como obstáculos a essa nova empreitada ocidental no Oriente Médio?

O que mais me choca nessa enxurrada de fotos onde crianças mortas são enfileiradas, como se estivessem num ensaio cuidadosamente produzido, é que seus cadáveres viraram peça de propaganda. Não há no conflito sírio organizações independentes para apurar as violações de direitos humanos cometidas por ambos os lados. As denúncias partem quase que exclusivamente do Observatório Sírio de Direitos Humanos, ONG ligada à oposição, com sede em Londres, e são acolhidas sem perguntas pelo Ocidente. Só um lado é apresentado como responsável pela matança, o do regime sírio. Bashar é a encarnação do demônio, enquanto Obama e seus aliados no Golfo surgem como guardiões dos melhores valores da humanidade.

É preciso convencer a opinião pública mundial de que os milhares de mortos na guerra civil síria são obra e graça de um único homem, Bashar al-Assad, e que esse precisa ser derrubado a todo custo, em nome da democracia e dos direitos humanos. E o que melhor para apoiar essa tese do que imagens descontextualizadas de civis mortos? Crianças, principalmente! A guerra na Síria é provavelmente a única que tenho notícia onde só um lado comete atrocidades. E o mundo pode estar caindo, novamente, nesse velho truque.

Carlos Latuff via facebook

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Educação de Cabo Frio vai PARAR!!!


Sepe Lagos

Claudio Leitão: Geração de Emprego e Renda


GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA

Fica claro constatar que neste momento Cabo Frio vive uma séria crise de geração de empregos, certamente, a maior de todos os tempos, tendo em vista, o crescimento populacional da cidade.

A cidade cresce de forma desordenada, sem nenhum planejamento ou políticas públicas voltadas para o ordenamento urbano e social. Temos hoje, um núcleo urbano razoavelmente organizado no “centro” e uma periferia crescente com as pessoas subempregadas ou desempregadas, vivendo de bicos, com habitações deficientes, com poucas perspectivas de um futuro melhor. Cria-se com isso um “caldo de cultura” para o aumento da violência e criminalidade que é facilmente percebido por toda a cidade.

Percebe-se também que a informalidade é o caminho para aqueles que não encontram abrigo no grande empregador da cidade que é a Prefeitura. É evidente que há exceções em várias áreas.

Este modelo de dependência do poder público foi construído para funcionar assim. Foi pensado para ser um instrumento de dominação política em cima dos trabalhadores não qualificados.

Este processo recente “de contrata e depois demite” que ocorre e desgasta politicamente este novo governo é o reflexo do atraso com que se trata estas questões.

A grande vocação turística de nossa cidade é extremamente mal aproveitada na possibilidade que tem de gerar novos empregos. Hoje, no mundo, o setor terciário, de prestação de serviços é o que mais cresce e oferece oportunidades. Falta uma política clara e efetiva para estimular este setor em nossa cidade. Trabalho profissional e estruturado que precisa da ação conjunta do poder público com os empresários e trabalhadores.

O tal falado Pólo Industrial é uma solução pouco efetiva. O setor primário, industrial, com o advento da informatização e tecnologia, emprega cada vez menor contingente de mão de obra. É um complemento e não a ação principal.

A construção civil é outra alternativa importante, mas faltam cursos profissionalizantes que poderiam ser estimulados pelo poder público. As construtoras trazem profissionais de fora da cidade, dada a dificuldade de contratar aqui, pedreiros, bombeiros hidráulicos, pintores, carpinteiros, etc.

Faltam também cursos e escolas técnicas para o ramo da hotelaria, restaurantes e afins. O mesmo ocorre com a pesca, importante atividade comercial de outrora, que precisa de novas ações e estímulos.

Precisa-se buscar também, através de grande esforço político, a criação de uma Universidade Pública que possa democratizar o acesso ao ensino universitário e criar novas alternativas para o filho do trabalhador mais pobre.

É necessário também a criação de uma política pública de incentivo ao agricultor e a agricultura familiar para aumentar a produção de alimentos, baratear seu custo e promover geração de emprego e renda na área rural.

O novo governo, recém instalado, volta a falar em grandes obras no centro urbano e muito pouco sinaliza na elaboração de políticas públicas voltadas à periferia, visando reduzir esta enorme desigualdade social.

O que vimos nos últimos 16 anos foi concreto, asfalto e políticas assistencialistas não emancipadoras da cidadania, incompatíveis com o volume orçamentário que transitou nos cofres públicos desta cidade. A herança de corrupção e roubalheira que ficou está aí sendo esfregada na cara da população. Pessoas que estiveram e estão no poder ostentam para quem quiser ver uma evolução patrimonial que não tem referência nos proventos advindos da função pública.

Todas estas ações citadas não podem ser feitas de “ cima para baixo”, com o Poder Público decidindo sozinho o que é melhor para a cidade. Tem que ter a participação de todos os setores envolvidos para que se possa construir soluções duradouras.

É tarefa urgente em nossa cidade acabar com a brutal concentração de renda e promover políticas de redução desta terrível desigualdade social para desarmar uma grande bomba humana que se forma, cresce e está prestes a explodir na cabeça de todos. 

Entretanto, para promover as mudanças necessárias é preciso ter coragem e vontade política para romper com este modelo de gestão e desenvolvimento que “os mesmos” implantaram e querem dar continuidade.
“Faz parte da cura o desejo de ser curado.”  Sêneca
Cláudio Leitão é economista e membro da executiva do PSOL Cabo Frio.
Cidadania e Socialismo

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Mais uma vitória da greve: Seeduc NÃO vai aplicar o código 30!!!

Desembargador informa ao Sepe que Seeduc não vai aplicar o código 30 e sim o 61 – secretário Risolia reconhece o direito de greve

Nessa quarta-feira, dia 21, ocorreu mais uma reunião da Mesa de Mediação entre o Sepe e a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc). A mesa foi criada pelo Tribunal de Justiça do Rio para mediar as discussões entre o sindicato e o governo, e tem como presidente o desembargador de Justiça Cesar Cury, que informou na reunião o seguinte:

1) O secretário Wilson Risolia vai continuar na negociação;

2) O secretário também admitiu ao desembargador Cesar Cury que os profissionais de educação do estado têm o direito de realizar greve e que a Seeduc não colocará o código 30 no ponto. Portanto, segundo o que disse o desembargador ao Sepe a partir da afirmação do secretário Risolia, a Seeduc vai aplicar na greve o código 61 (código de greve) e não o código 30, que é o de falta sem justificativa.

O desembargador também confirmou o abono da paralisação de 72 horas ocorrida de 16 a 18 de abril e que a devolução do desconto referente a esses dias sairá até sexta-feira (23/08), em folha suplementar.

O desembargador pediu que a direção do Sepe apresentasse na Mesa de Mediação os pontos prioritários da pauta de reivindicações da categoria; pediu também que os profissionais de educação do estado apreciassem a evolução efetiva dos trabalhos da negociação nas assembleias de base e assembleias gerais.

Por fim, o desembargador ressaltou que o que for homologado na Mesa de Mediação terá que ser cumprido, terá força de lei, não cabendo recurso por parte do estado.

A próxima reunião da Mesa será na quarta, na sede do TJ.

Educação estadual: Estamos em GREVE!!!


Paralisação na rede estadual é mantida após assembleia realizada nesta quarta-feira

Os professores da rede estadual de ensino do Rio decidiram, em assembleia na manhã desta quarta-feira, pela continuidade da greve, pelo menos, até a próxima terça-feira, dia 27, quando será realizada uma nova reunião. 

Segundo a coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) Marta Moraes, a categoria quer que o governo suspenda, de imediato, o uso do código de faltas na folha de ponto dos grevistas.
Quase 2 mil na assembleia de ontem da rede estadual!  A GREVE Continua, Cabral a culpa é sua!!!
A partir das 14h, haverá uma manifestação de profissionais das redes estadual e municipal, com concentração na escadaria da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Os servidores seguirão em passeata até a Cinelândia.

A reunião da manhã desta quarta-feira contou com a presença de cerca de dois mil professores, segundo a direção do Sepe. A paralisação dos profissionais da Educação atinge também a rede municipal de ensino, que tem uma nova assembleia marcada para a próxima sexta-feira, dia 23.

Extra

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

GREVE da educação estadual: Hoje tem assembleia!

Nessa quarta-feira, dia 21 de agosto, os profissionais da educação da rede estadual realizam uma assembleia da rede estadual, no Clube Municipal, na Tijuca, a partir das 9h, para discutir os rumos da greve iniciada no dia 8 de agosto. 

Logo após a assembleia ocorrerá uma passeata no centro do Rio de Janeiro, com concentração na Alerj, às 14h. Na sexta (dia 23), ocorrerá nova audiência com o secretário Wilson Risolia.

O que reivindica a rede estadual:
1 – Reajuste de 28%;

2 – Melhores condições de trabalho;

3 – 30 horas semanais para funcionários;

4 – Democracia nas escolas – eleição para diretor de escola;

5 – Fim do plano de metas e do projeto Certificação;

6 – A derrubada do veto do governador Sérgio Cabral ao artigo do Projeto de Lei 2.200, que garante uma matrícula de professor em apenas uma escola.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Luiz Felipe Oliveira: Resposta ao blogueiro solitário

Ao blogueiro solitário,
Um amigo que fazia uma pesquisa sobre Cabo Frio, clicou em um link e sem querer o mesmo o levou ao seu diário. Ops! Seu blog. Ele me informou que você me citou de forma indireta, já que não tenho o hábito de acompanhar as suas publicações. Pois bem, ao ler o seu texto intitulado “A ira da banda podre”, percebi a quantidade de equívocos que você comete ao falar de um diretório que sequer conhece. Não satisfeito em atacar a executiva municipal do PSOL pelo viés do posicionamento político da mesma, você prefere fazer afirmações sem fundamento algum sobre o caráter das pessoas, falando que nossas vidas são pautadas na sujeira moral e que ”mamamos” no dinheiro público feito porco. Mostrando total desequilíbrio. Nunca fizemos negociata com qualquer grupo político. Não vivemos de política. Se quiséssemos viver de política não teríamos escolhido o PSOL. 

Somos trabalhadores e trabalhadoras de diferentes profissões que sobrevivem do suor do próprio trabalho e, com isso garantimos com dificuldade a existência e o funcionamento do diretório municipal, graças a contribuição da nossa militância, que é pouca, mas honesta! Por falar em militância, a maioria dos membros da executiva faz parte do funcionalismo público de municípios da região. Pessoas que trabalham, que ingressaram no serviço público de maneira legítima e incontestável.

Estou como militante do PSOL desde 2010, passando a fazer parte da executiva em 2013. Independente da minha filiação partidária, sempre estive presente nas lutas por uma educação pública de qualidade em ambas as redes de ensino que sou professor. Tenho orgulho de ter participado de vários atos, assembleias e manifestações. Como professor, não poderia ter deixado de participar desses momentos que, sem dúvida, contribuíram para enriquecer a minha formação e provocaram importantes mudanças para os profissionais da educação. Neste mesmo ano, participei de assembleias da categoria, em uma delas, você perguntou por mim para o professor de História Thiago Bomfim, numa clara tentativa desesperada de criticar a minha ausência e, consequentemente, criticar a postura do PSOL perante ao movimento. No entanto, eu estava lecionando na rede estadual. Mesmo assim, ainda estive lá um pouco antes do término da assembleia e, ao saber que me procurou, fui até você. Você me disse que perguntou por mim porque percebeu a minha ausência, sendo que eu só não tinha participado desta assembleia. Mais uma prova de que reconhece que sempre estive na luta, a sua tentativa foi de desabonar a minha conduta, porém não conseguiu.

Nessa mesma ocasião, não se dando por satisfeito, após a assembleia você agiu de forma muito desagradável e desrespeitosa com o atual presidente do diretório do PSOL Cabo Frio. Sem motivo algum. Provocou um desentendimento desnecessário, com o intuito de criar um fato político e prejudicar a imagem do partido. Quase resultando em uma briga. De fato, o professor Rogério Carvalho teve muita hombridade e bom senso para não cair na sua “armadilha”. Afinal, qual era o seu objetivo com aquela atitude descabida e inexplicável? Pude presenciar bem de perto e confesso que fiquei surpreso com a cena despropositada. 

Aproveito para ressaltar que nunca militei ao lado do atual prefeito para ter qualquer tipo de benesse. Respeito-o como cidadão e como homem público, pois foi eleito democraticamente. Não sou desses que torce contra a própria cidade, porque é oposição ao governo. Penso que a oposição é fundamental no processo democrático e contribui para a construção de uma sociedade melhor. Já fiz críticas negativas e positivas ao atual governo, assim como ao governo anterior, vejo isso com naturalidade, pois tenho plena consciência de que todo governo tem seus erros e acertos. E um governo democrático que tenha compromisso com a população deve estar preparado para lidar com ambos. Uma vez que os governos passam e a cidade fica. 

A oposição deve ser feita na esfera do debate político. Não com essa prática que tornou-se corriqueira em seu blog, de ofensas e desrespeito as pessoas. A generalização é um erro irreparável. Torcer pelo insucesso de um governo e, consequentemente, para o pior de uma cidade é lamentável. Sempre deixei evidente para todos que me conhecem a minha posição política e isso justifica a minha permanência no PSOL. 

Diante de tudo isso, respondendo a um comentário do respectivo texto de sua autoria, você me ataca gratuitamente deduzindo que o comentário tivesse sido postado por mim. Engano seu! Não fiz comentário algum! Não leio o seu blog! Você diz para eu tomar vergonha na cara e me apresentar, ameaçando dizer o meu nome, além de afirmar que tenho “boquinha” na Secretaria de Educação. Não devo nada a você e nem a ninguém dessa cidade para ter motivo para esconder o meu nome e dizer onde trabalho. 

Sou o Luiz Felipe Oliveira, professor de geografia pós-graduado, não de História como você divulgou, cometendo mais um dos seus inúmeros equívocos. Atualmente exerço a função de coordenador de Educação Ambiental da Rede Municipal de Ensino de Cabo Frio, trabalhando no Departamento de Gestão Pedagógica da Secretaria de Educação. Função esta, que só pode ser ocupada por professor estatutário. Sou professor do quadro permanente de servidores do município de Cabo Frio e do estado do Rio de Janeiro, aprovado em concurso público. Moro no bairro Jardim Esperança. Estou hoje nessa função pelo simples fato de ter o meu trabalho enquanto professor da E. M Vereador Leaquim Schuindt reconhecido, por isso recebi o convite da equipe pedagógica para exercer a função e aceitei o desafio profissional. 

Como educador busco novas experiências, sou um profissional da educação e quero contribuir como o meu trabalho independente da função que estiver exercendo. Não tenho nenhuma vaidade na função. Ao contrário do que afirmou, não tenho boquinha. Tenho os mesmos rendimentos de um professor efetivo que está em sala de aula, recebo hora-extra porque a função que ocupo exige uma carga horária de 40 horas semanais. Não fui nomeado pelo executivo, não tenho portaria ou cargo comissionado, não estou “mamando” nos cofres públicos, pelo contrário, trabalho a semana inteira, dentro e fora da secretaria, faço jus ao meu salário, tendo em vista que cumpro dignamente a minha jornada de trabalho. Além disso, leciono em escola estadual (que você conhece bem) e ainda trabalho em um curso. Mostro meu contra-cheque para quem quiser ver. Se estivesse tão bem financeiramente quanto você fala, não me desdobraria trabalhando em diferentes lugares, como vários professores fazem. Faço questão de continuar em sala de aula, o PERMANENTE contato com os meus alunos me orgulha de ser professor. 

Sobre o fato das filiações dos diretores do SEPE/Lagos, os mesmos no ano passado tiveram a oportunidade de solicitar suas filiações licitamente através do diretório municipal, pois quando demonstraram interesse em participar do partido, foram convidados pelo presidente anterior para estarem se apresentando aos militantes em uma reunião. Não participaram por opção. Ao contrário do que você vem falando em alto e bom tom, o diretório municipal não teme a participação desses filiados, mas a repudia pelo fato de terem sido realizadas na esfera estadual, descumprindo o estatuto do partido, já que existe uma instância municipal.

Nesse sentido, fica claro pra mim que o seu problema é pessoal com algumas pessoas que compõem o PSOL. Se estivesse tão preocupado com o andamento das atividades do partido, contribuiria no enfrentamento político para que o mesmo cresça e não ficaria apenas difamando os membros da executiva. Uma sugestão: preencha mais o blog que você diz que é um “espaço democrático e imparcial de caráter informativo” com debate político sério e valorize a liberdade de ideias em detrimento das “fofoquinhas” na qual você se baseia ou produz diariamente para sustentar a pequenez do seu blog. Uma prova cabal do que estou falando é que nunca escrevi uma vírgula sobre o seu caráter, sobre a sua conduta enquanto profissional e muito menos sobre a sua vida pessoal. Jamais te ataquei em uma rede social. E fui atacado! Saiba que respeito as pessoas, mesmo sem concordar com opinião delas. Acredito que você deveria fazer o mesmo. 

Eu teria mais um cem número de argumentos para rebater as suas ofensas. Mas, pra quê? Não vale a pena! Não tenho esse tipo de prática maldosa! Se eu quisesse resolver algum problema com você, falaria diretamente. De homem para homem. Perguntaria-o antes sobre o fato que quisesse esclarecer.

Por último, saliento que o PSOL também é um partido passível de críticas, nós enquanto seres humanos estamos inseridos em um contexto social que envolve críticas. Estamos preparados para debatê-las e construirmos um partido mais atuante. O que não vou tolerar é qualquer tipo de calúnia e/ou difamação que envolva a instituição ou cada indivíduo que dela fizer parte. E esse tipo de atitude, já foi manifestada por você mais de uma vez. Você não conhece a história de vida e de luta de cada um de nós. Respeite-nos! 
Luiz Felipe Oliveira é Professor de Geografia da rede estadual e municipal  de Cabo Frio e Secretário do diretório do PSOL Cabo Frio 

Claudio Leitão: Desenvolvimento e Desigualdade Social

DESENVOLVIMENTO E DESIGUALDADE SOCIAL

Estas duas variáveis econômicas deveriam caminhar no sentido de que quando aumenta a primeira, inversamente, diminui a segunda. Este deveria ser o raciocínio lógico, entretanto, pesquisando dados da ONU sobre esta relação no mundo, nota-se uma inversão desta suposta lógica.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas, em 1992, os 20% mais ricos detinham 82% da riqueza mundial. Em 2010, a situação piora e os 11% mais ricos detém 85% de toda a riqueza produzida. Na outra ponta, os 50% mais pobres detém apenas 1% desta riqueza.

O modelo capitalista de produção é altamente eficiente na produção de riquezas, mas também é extremamente injusto na forma de distribuir esta riqueza nos diversos segmentos produtivos.

Estes dados mostram que o desenvolvimento e o aumento da geração de riquezas numa estrutura capitalista não significam, necessariamente, redução da desigualdade social, pelo contrário, em alguns países, inclusive no Brasil, gerou aumento da concentração de renda.

Em verdade, o capitalismo é uma insuperável fábrica de gerar pobreza. Segundo a própria ONU, 180 milhões de pessoas passam fome em toda a América Latina. São dados alarmantes.

Numa sociedade capitalista o grau de pobreza é medido pela falta de capacidade de consumo, mas acredito que pobreza não é apenas perder o poder de compra, é também, não ter políticas públicas de saúde e educação adequadas, é não ter emprego, não ter água e esgoto encanados, não ter acesso à cultura, transporte e políticas firmes da área de habitação popular. Não ter um teto é não ter esperança.

A nossa presidente, “companheira” Dilma, em seu discurso de posse, prometeu erradicar a pobreza extrema neste país. Somos hoje a 7º economia do mundo e a 3º pior distribuição de renda do planeta. 

Ao longo dos últimos 60 anos, o país experimentou vários ciclos de desenvolvimento, mas não conseguiu reduzir de forma significativa o fosso social entre ricos e pobres. O governo Lula/Dilma conseguiu tímidos avanços na redução da pobreza, mas são resultados muito abaixo das nossas possibilidades, e que de certa forma foram turbinados pela grande capacidade de marketing do nosso ex-presidente, o chefe mensaleiro Lula.

O atual salário mínimo brasileiro (R$ 678,00), cerca de U$ 300,00 dólares é menor que o argentino (isso dói), o paraguaio e o equatoriano, isso para ficarmos apenas na América Latina.

O festejado “Bolsa Família”, pérola do assistencialismo dos governos FHC, Lula e Dilma, representa, atualmente, 0,4% do PIB, enquanto a dívida pública representa 54% do Produto Interno Bruto.

Em 2013, o governo pretende gastar cerca de 18 bilhões com o “Bolsa Família” e cerca de 800 bilhões ( pagamento dos encargos e juros da dívida pública ) com o “Bolsa Banqueiro”.

O Brasil é apenas mais um país dentro deste contexto. Num futuro próximo esta “bolha “ vai explodir e será necessário pensar e definir um novo modelo de desenvolvimento que não contenha as contradições do capitalismo, que já dura mais de 500 anos.

Antes de terminar, sem fazer nenhum revisionismo do “socialismo real”, quero dizer que não estou aqui defendendo o modelo que retrata o antigo regime soviético de Stalin, nem o chinês de Mao, nem o cubano de Fidel, nem o de Chaves na Venezuela, nem o do coreano Jong e outros similares, que resultaram em experiências socialistas fracassadas por lideranças que degeneraram o verdadeiro sentido de um socialismo libertário. 

As idéias de Marx, Engels, Rosa Luxemburgo, Lênin, Trotsky, Gramsci e outros, continuam atuais, desde que tenhamos a capacidade de fazer esta re-leitura com a ótica dos novos tempos. Em tempos de crise, os economistas neoliberais nunca leram tanto Marx. Precisamos adaptá-las e reinventa-las dentro deste novo tempo, e assim permitir a continuidade do sonho e da utopia de um novo mundo, onde o capital humano prevaleça sobre o capital financeiro.

“Se o capitalismo é incapaz de satisfazer as reivindicações que surgem infalivelmente dos males que ele mesmo engendrou, então que morra !” Leon Trotsky

Cláudio Leitão é economista e membro da executiva do PSOL Cabo Frio.
Cidadania e Socialismo

BICICLETA HÍBRIDA PODE SER MEIO DE TRANSPORTE DO FUTURO

Amantes de design, urbanistas, ambientalistas e ciclistas, preparem-se para a chegada de Elf, o veículo que combina as principais características de carros, motos e bicicletas.

Os norte-americanos da Organic Transit conseguiram atiçar o interesse do público do Kickstarter, site de microfinanciamento coletivo, com um projeto ambicioso: um veículo superleve e prático que pode ser movido por pedais ou motor elétrico. O Elf é classificado como uma nova forma de transporte interurbano

Sua carta de apresentação é o design simples. Suporta um passageiro e sua bagagem dentro de uma estrutura equipada com faróis, setas e retrovisores, e ainda o condutor da chuva.
As opções de direção ficam a critério do consumidor, que pode acionar o motor elétrico ou pedalar quando julgar necessário, basta apertar um botão.

A bateria de lítio de 480W que alimenta o sistema automático pode ser recarregada de duas formas. Se o dono estiver com pressa, pode ser recarregada na tomada. Os mais tranquilos podem usar a energia gerada pelos painéis solares do veículo, que têm 60W e realizam o carregamento completo em um dia.

Com a carga completa, o veículo tem autonomia de 50 quilômetros. A estrutura de alumínio reciclado pode suportar até 160 quilos no compartimento traseiro. O Elf é perfeito para distâncias curtas e ideal para carregar objetos de peso moderado.

Discovery Brasil

Espanha privatiza o Sol!

Proibido gerar energia para autoconsumo

O sol foi privatizado na Espanha: se autoridades espanholas surpreenderem algum cidadão espanhol instalando placas de luz solar para consumo próprio poderão aplicar-lhe multa de até 30 milhões de euros!!!

Na Espanha, as companhias de eletricidade morrem de medo de uma desestabilização do consumo de energia elétrica. Cometer o sacrilégio de se tornar independente, energeticamente falando, pode custar muito caro. O sol agora é só para poucos privilegiados como ex-presidentes e ex-ministros, os quais são conselheiros oficiais destas empresas captadoras de luz solar.

A União Espanhola Fotovoltaica (UNEF), que agrupa 300 empresas e representa 85% do setor, assegura que se alguém resolve implantar receptores de luz do sol isso sairia mais caro do que recorrer ao consumo convencional.

Porém, na Espanha, o sol foi privatizado sem a consulta aos seus cidadãos, ao sistema solar ou ao universo etcétera… A posibilidade de produzir tua própria eletricidade utilizando recursos renováveis — placas solares ou pequenos moinhos eólicos instalados em uma propriedade privada — é algo muito atrativo para os lares espanhóis. “De cada 50 chamadas telefônicas ao mês, 35 são de particulares interessados no auto-consumo”, assegura Francesc Mateu, gerente da Sol Gironés, empresa especializada em energia renovável e pioneira neste setor.

O Governo espanhol se propôs implantar o auto-consumo energético pouco a pouco sem que se altere o sistema elétrico vigente. Para isso se reserva o direito de elevar e baixar as taxas, ou “pedágios” (pedágios?) específicos, que denominam “de respaldo”, conforme  o setor evoluir. “Nós vamos implantar um “pedágio” para a energia recebida do sol”, resume Mario Sorinas da empresa Electrobin, com mais de 20 anos de experiência em energia solar.

A autarquia de energia é mais do que consolidada em países como os EUA ou o Japão. Muitos países europeus a têm implementado com diferentes fórmulas. “É o futuro”, dizem os especialistas em energia. Gerar sua própria eletricidade com energia renovável e dar uma pausa para o meio ambiente e o bolso. Há também a possibilidade de transferir o excesso de energia para utilitários e recuperá-lo quando necessário ou vender diretamente, o que é conhecido como o consumo líquido equilibrado.

Agora, na Espanha, você pode produzir energia privada e consumi-la na hora. A legislação mais recente é de 2011. Antes não era rentável. Houve uma redução de até 80% de energia fotovoltaica nos últimos cinco anos e o aumento das contas de energia elétrica tornaram-se uma opção de poupança muito interessante em tempos de crise. Quando não há sol ou vento, você tem que se envolver na rede e pagar a fatura normal.

Dom Gironés, por exemplo, com 14 funcionários, está se dando bem com o consumo instantâneo. “Ele está trabalhando bem, especialmente com frigoríficos de carne que dependem da armazenagem a frio, e no qual a conta de luz leva pelo menos 15% dos seus custos fixos anuais”, diz o gerente. Com estes novos sistemas se reduz entre 20% e 30% do consumo, e até agora, não se pagam impostos de qualquer espécie para este tipo de geração de energia.

O Yacht Club Estartit, localizada em Pals (Girona), é um dos seus clientes. Eles elaboraram um plano de cinco anos para que 20% de seu consumo seja de energia renovável. Atualmente, painéis solares geram 7%. “Estamos muito perto de um parque natural com um grande impacto sobre o meio ambiente”, diz Eugeni Figa, o seu diretor. Seus planos também incluem moinhos de vento.

Na Galiza, os irmãos Dominguez detêm a liderança de energias renováveis ​​desde 1998. “Nós éramos quatro maltrapilhos”, diz Manuel. Em 2007, eles fizeram os seus próprios escritórios para o fornecimento com um painel solar. Embora o consumo tenha projetos na Espanha, a maior parte do seu mercado está fora do país, em grandes parques do Chile, México, Romênia e Inglaterra.

A reforma energética se aqueceu enormemente em energias renováveis. “De todos os cenários possíveis, este é o pior”, fala José Donoso, presidente da Fotovoltaica União Espanhola (UNEF), que representa 85% da atividade do setor. “Mas ainda nada específico foi aprovado para o consumo”, acrescenta ele. Donoso refere-se ao aumento da parcela fixa da conta de energia elétrica, e representará um aumento de 77% nesta seção para obter uma taxa, algo interno que os produtores nacionais não podem prescindir, e uma queda de 23% no consumo, o que reduz a auto-produção.

Com as mudanças conhecidas até agora, o tempo de retorno da energia fotovoltaica cresce consideravelmente. Se antes da reforma era necessário 12 anos para recuperar o investimento em uma instalação residencial de 2,4 quilowatts de potência agora vai exigir 23, de acordo com estimativas da UNEF.

No entanto, há sempre alguém que já trabalha olhando e percebendo tudo ao redor. Sun Gironés garante que seus clientes estão reduzindo o contrato de energia, que registrou maior aumento na conta, porque o consumo instantâneo permite que eles tenham suas necessidades energéticas cobertas. Outro de seus objetivos é fazer o consumo interno rentável.

URBSMAGNA

Aos Professores(as) e funcionários(as) da SEEDUC

GREVE é código 61! Código 30 é ASSÉDIO MORAL!!!

Os professores não devem temer as ameaças de aplicação do código 30, isso é apenas uma tentativa de intimidação (assédio moral) e enfraquecimento do movimento! 

A GREVE é decidida pela categoria, em assembleia, e o SEPE representa a categoria. A GREVE continua e está respaldada pela constituição, é um direito do trabalhador. E quem decide a legalidade ou não da greve é o judiciário. A SEEDUC e o Cabral não julgam nada, e as coordenadorias, muito menos. Cabe apenas ao diretor aplicar o código 61. E, se ele aplicar o código 30, estará assumindo a responsabilidade sobre este ato.

A SEEDUC não se responsabiliza pelo código 30. Caso os professores recebam o código 30 durante a greve, peçam aos diretores a cópia do MCF, que é o único documento que comprova a frequência do professor, para comprovar o ASSÉDIO MORAL e recorrer ao MINISTÉRIO PÚBLICO, numa ação conjunta contra essa ilegalidade. As "listas" ou formulários que são passadas nas escolas solicitando os nomes dos professores grevistas, também significam o ASSÉDIO MORAL, isso é coisa de diretor "puxa-saco" ou de coordenadorias que querem mostrar serviço.

Na verdade, eles estão apenas defendendo as suas gratificações e cargos. Os diretores, ao cumprirem ordens superiores, não estão livres de suas responsabilidades, por isso, CUIDADO! ASSÉDIO MORAL É CRIME!

Edemilson Oliveira via facebook

Sepe responde aos ataques desmedidos do secretário de Educação Wilson Risolia

Secretário Risolia e mais um tiro no próprio cometidos em nome da ditadura cabraliana do rio
O Sepe vem a público responder aos ataques do secretário de estado de Educação, Wilson Risolia, aos profissionais de educação da rede estadual, em greve desde o dia 8 de agosto. Veja abaixo o texto preparado pela direção do sindicato de repúdio aos ataques do secretário.

É lamentável que, em pleno contexto de busca de democracia, com a população nas ruas, exigindo e clamando por seus direitos, o secretário se faz de surdo e de forma absolutamente autoritária, e diz que vai demitir os grevistas! Não é a primeira vez que esse secretário age como se estivesse em pleno regime de exceção, numa ditadura militar! O secretário quer negar um direito de garantido na constituição a todo trabalhador, que é o direito de greve. O secretário também desconsidera e desconhece o Poder Judiciário e assume o papel de juiz ao afirmar que a greve é ilegal, sem que essa tenha sido julgada.

A greve é pública e foi reconhecida pelo próprio governo, na medida em que o vice- governador e o subsecretário de Educação chamaram o sindicato para uma audiência no dia seguinte a sua deflagração.

Esclarecemos que a SEEDUC  foi avisada, através de ofício, da paralisação e assembleia geral da categoria realizada no dia 8 de agosto, quando a greve foi votada. Assim como a rede estava em estado de greve desde abril.

O secretário de Educação não cumpriu sequer o que foi acordado na mesa de conciliação no Tribunal de Justiça. Não houve audiência no mês de julho e descontou os dias da greve de advertência, mesmo tendo sido votado o abono pela Assembleia Legislativa, bem como manteve o código 30 (falta não justificada).

Ao ameaçar de exoneração os professores e concursados em estágio probatório, o secretário  desconhece a decisão acerca do assunto que diz: 

“1. A simples circunstância de o servidor público estar em estágio probatório não é justificativa para a demissão com fundamento na sua participação em movimento grevista por período superior a trinta dias. 
2. A ausência de regulamentação do direito de greve não transforma os dias de paralisação em movimento grevista e faltas injustificadas.” (RE 226966)
Queremos declarar que esse tipo de atitude autoritária não ajuda e aposta numa radicalização do movimento grevista! O secretário, ao que tudo indica, quer apagar fogo com gasolina.

Queremos deixar claro para os profissionais de educação que o Departamento Jurídico do Sepe/RJ está a postos e já entrará com ação preventiva para que não haja desconto e hoje, entrará com uma ação a partir do que saiu publicado na Imprensa, hoje (dia 16 de agosto), com ameaças do secretário de Educação. Vamos juntos continuar a lutar pelo nossos direitos. Vamos juntos continuar a defender uma escola pública de qualidade. Nossa pauta não é apenas por reajuste salarial. É, principalmente, em defesa de uma escola pública que garanta aos nossos alunos uma formação plena!

Direção do Sepe RJ

Hoje tem programa Cidadania e Socialismo

O Programa Cidadania e Socialismo, na JovemTV, nesta segunda, ao vivo, as 15:30 horas, tratará do tema Educação Pública. 

Abordaremos também a atual greve dos professores da rede estadual. Os convidados serão a Professora Denize Quintal e o Diretor do Grêmio Síntese, do Instituto Federal Fluminense- IFF Cabo Frio, Victor Davidovich. 

Na próxima segunda, pretendemos discutir a questão do transporte coletivo no município e os convidados serão os membros do Movimento Ecoar. O Programa tem participação ao vivo pelo telefone da TV e também pela página no facebook. Ao final, sorteio de um livro.

Cidadania e Socialismo

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

SEPE: Reportagens na TV sobre as greves no município e no estado

As greves do município e estado do Rio de Janeiro estão sendo notícia nos principais meios de comunicação do país. Abaixo, algumas das reportagens que foram ao ar na TV:


TV Brasil  14/08

Repórter Brasil - Milhares de professores protestam no RJ

http://www.youtube.com/watch?v=4N4a7v_K9-k

TV Record  14/08

Cidade Alerta - Professores realizam protesto em Botafogo

http://videos.r7.com/professores-realizam-protesto-em-botafogo-rj-/idmedia/520c1a900cf20ab9b131ee40.html


TV Bandeirantes 14/08

Brasil Urgente Rio - Professores fazem manifestação no Rio

http://noticias.band.uol.com.br/brasilurgente/rio/?id=14632221&t=Professores-fazem-manifestacao-no-Rio#area_conteudo

Jornal da Band - Protestos no RJ bloqueiam estradas e comprometem trânsito

http://videos.band.uol.com.br/programa.asp?e=noticias&pr=jornal-da-band&v=14632463&t=queda-de-aviao-mata-piloto-e-copiloto-nos-eua


TV GLOBO 14/08

RJTV 2ª Edição - Professores fazem protesto por melhores salários e condições de trabalho

http://g1.globo.com/videos/rio-de-janeiro/rjtv-2edicao/t/edicoes/v/professores-fazem-protesto-por-melhores-salarios-e-condicoes-de-trabalho/2758310/

Jornal Nacional - Professores e funcionários da Rede Municipal do Rio fazem protesto

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2013/08/professores-e-funcionarios-da-rede-municipal-do-rio-fazem-protesto.html

15/08

Bom dia Rio - Professores fazem reunião com secretário chefe da Casa Civil

http://g1.globo.com/videos/rio-de-janeiro/bom-dia-rio/t/edicoes/v/professores-fazem-reuniao-com-secretario-chefe-da-casa-civil/2759144/

RJTV 1ª Edição - Professores da rede municipal do Rio fazem nova manifestação nesta quinta

http://globotv.globo.com/rede-globo/rjtv-1a-edicao/v/professores-da-rede-municipal-do-rio-fazem-nova-manifestacao-nesta-quinta-15/2759808/

SEPE

Rogério Carvalho: O blogueiro do deputado

Rogério Carvalho é professor de história e Presidente militante do PSOL Cabo Frio
Já há alguns meses que um blogueiro profundamente equivocado vem desferindo ataques contra o PSOL Cabo Frio, ao afirmar em seu desértico, patético e absolutamente inócuo blog, que temos ligações com o atual governo da cidade de Cabo Frio. 

As dificuldades que enfrentamos para manter o partido comprovam que só contamos com as contribuições dos nossos filiados e todas as atividades do mesmo são desenvolvidas com a utilização dos conhecimentos e aptidões da nossa própria militância. 

O que esse serviçal do Deputado tenta fazer é desmerecer o PSOL para tentar convencer 5 ou 6 pessoas que acessam o blog(ou seria um diário?) de que todos somos farinha do mesmo saco do seu líder. Inclusive, o já conhecido fura greves, age em consonância com os ditames do ditador Cabral.
Os militantes do PSOL de Cabo Frio não torcem para o atual governo dar errado como fazem alguns derrotados do grupo de ex-prefeito Marquinho. Se assim pensássemos , estaríamos desejando o mal da já tão maltratada população da cidade. Afinal, são quase duas décadas de governos oligárquicos, cujas alianças com os interesses privados depauperaram os cofres públicos. No entanto, jamais nos associaremos ao atual governo, por uma simples questão: consideramos que Alair, Marquinho e Jânio são "variações sobre o mesmo tema". O pragmatismo político que caracteriza suas atuações políticas vão contra os nossos ideais.

A nossa militância se encontra ao lado das reivindicações dos estudantes, dos servidores concursados e contratados desconsiderados, da população carente da cidade que precisa de muito mais do que obras que atendem senão ao personalismo do atual prefeito. 

A discrição da nossa atuação nas agendas que adotamos se justifica pela ideia de que não atuamos como oportunistas, que sobre a miséria do povo e a privação das categorias edificam suas carreiras políticas. E o nosso silêncio até agora em relação às alucinações do blogueiro, se explica pelo fato de entendermos que havia se tornado um assunto jurídico e assim fizemos os devidos encaminhamentos.

Com o intuito de, didaticamente, me fazer entender convido-os a visitar os links abaixo para que possam tirar vossas próprias conclusões.

http://cidadaniaesocialismo.blogspot.com.br/
https://www.facebook.com/pages/Programa-Cidadania-e-Socialismo/1398790797002632

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Não faça doações para o criança esperança!


NÃO DOE DINHEIRO para o criança esperança da globo... FAÇA SUA DOAÇÃO DIRETO PARA A UNICEF!!!

Doe diretamente para a UNICEF por meio do seu Site Oficial: 
UNICEF


Cabral e a Falência do Discurso Vazio, ou ‘Olha eu aqui de novo’

No Rio de Janeiro, ao longo das últimas semanas, o curso das manifestações tomou um rumo singular. Nenhum governante de qualquer outra cidade ou estado brasileiro foi colocado sob fogo tão cerrado quanto o governador Sérgio Cabral Filho. 

‘Fora Cabral’ e ‘vai cair’ são gritos que se tornaram onipresentes nos protestos da capital carioca e parecem ter renovado o fôlego dos manifestantes: marchas contra o governador já acontecem dia sim, dia não, e a mais recente – no dia 17 de julho, no Leblon – reuniu pelo menos duas mil pessoas. Concomitantemente, pelo menos duas linhas de argumento vem ponderando sobre a real eficácia desse ímpeto anticabralino, a saber: 1) que é pura e simples ingenuidade achar que Cabral pode cair por conta dos protestos; e 2) que sua queda será no fundo inócua (frente ao problema maior do peemedebismo) e pode inclusive revelar-se um tiro pela culatra (no caso de uma possível vitória do ex-governador Anthony Garotinho em 2014). Embora eu discorde de ambas, acredito que estas são ponderações absolutamente honestas, e que por isso merecem uma reflexão cuidadosa.

Meu desacordo com o primeiro ponto passa por uma questão de linguagem. Na raiz da atual onda de protestos, a meu ver, há um aspecto fundamental da atuação do Movimento Passe Livre: sua insistência quase que cega (não fosse profundamente lúcida) na demanda específica e concreta das tarifas. O efeito dessa insistência foi neutralizar o discurso vazio e a tergiversação, que seriam as respostas políticas padrão para esse tipo de situação, especialmente se considerarmos que as demandas do MPL saiam da boca de ‘garotos’. 

Não é por menos que as fotos da reunião destes garotos com a Dilma quase que exalava condescendência – algo como ‘pronto, olha que bonitinho, vocês estão falando com a presidente feito gente grande’. Pois eles não só estavam conscientes dessa percepção como souberam revertê-la, causando assim um desconcerto ainda mais agudo. Daí terem saído da reunião sem titubear, invertendo a acusação de infantilidade: ‘a presidente não estava preparada para discutir propostas concretas.’ Da mesma forma, a atitude aparentemente infantil de outro grito frequente nas passeatas contra Cabral – ‘olha eu aqui de novo’ – é na verdade uma expressão de pura insistência diante da surdez do governo e da truculência da polícia. O que pode soar como um ludismo inconsequente é na verdade um sinal de compreensão profunda (e coletiva) do que está em jogo, e também uma estratégia perfeita: entrar em diálogo com o discurso vazio, isso sim, seria cair numa armadilha de linguagem. Mais eficaz é desarmá-lo formalmente através de uma insistência cega, que de tola só tem a aparência. O discurso vazio não tem respostas, ele é só repetição. Ele se alimenta de ser levado a sério, sem o que sua repetição se desgasta.

A prova disso é que Cabral já não consegue mais sustentar seus enunciados pela via da impessoalidade da autoridade pública e democrática, ou melhor, na expectativa de sentido que se costuma a ter em relação ao que vem desse lugar – essa expectativa já desapareceu por completo, desgastada pela repetição de chavões que só revelam a incapacidade do governo de dar qualquer mínima consistência às suas respostas. 

Isso o obriga a se escorar na tese do complô e do bode expiatório (as manifestações seriam orquestradas por Garotinho), que nada mais são do que figuras de compensação pela perda da autoridade discursiva. No jargão lacaniano, seria como dizer que transpareceu aí a inconsistência do grande Outro, levando o governador a tentar substituí-lo por avatares débeis – o ‘medo Garotinho’ é invocado, nesse sentido, justamente como um bode expiatório que possa servir de apoio, como algo contra o qual a fala do governador ainda pode pretender se colocar e se escorar. Portanto, acreditar prontamente na ameaça Garotinho é, antes de mais nada, cair no blefe desesperado do próprio Cabral.

É claro que nada disso impede que Garotinho seja realmente eleito em 2014. Mas aí vale lembrar outra tese lacaniana: mesmo que a mulher esteja efetivamente traindo o marido, como este desconfia, isso não torna seu ciúme menos patológico. Ou seja: mesmo que aconteça o pior e o Garotinho seja eleito governador – o que, de toda forma, está muito longe de ser uma certeza – isso não vai justificar retroativamente o medo dele hoje; pelo menos não quando o assunto é tentar levar às últimas consequências a investida contra o atual governo.

E quanto a Cabral e o PMDB? Antes de mais nada, ingênuo seria acreditar que o peemedebismo vai cair de maduro, sem algum evento simbólico potencialmente capaz de desencadear seu desarranjo

Nesse sentido, Cabral pode muito bem se mostrar, pelo menos em alguma medida, o telhado de vidro trincado do peemedebismo (ressalto que digo isso sem nenhuma intenção de idealizar o PT). É por isso também que não vejo a crítica contra Cabral na chave simplesmente da crítica pessoal a um político. Quer ele tenha ou não essa centralidade, as manifestações o constroem simbolicamente não como um desvio para longe do que realmente importa, mas, ao contrário, como um foco de convergência de tudo o que mais importa: violência da polícia militar, remoções, loteamento do interesse público, exclusão social sistemática, e por aí vai. Por fim, se a cabeça do Cabral rolar, quem sabe isso não significa que rolou a cabeça do boneco de ventríloquo do discurso vazio? Alguns talvez reclamem que não rolou a do próprio ventríloquo. Mas isso é perder de vista o que realmente importa: que existem muitos bonecos por aí, mas que o ventríloquo, na verdade, não existe.

Revista Pittacos