quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Educação estadual: Acaba a Greve!


SUSPENSA A GREVE NA REDE ESTADUAL: ASSEMBLEIA NO CLUBE MUNICIPAL ACABA DE VOTAR PELA SUSPENSÃO DA GREVE NAS ESCOLAS DO ESTADO

Os profissionais de educação da rede estadual acabam de votar pela suspensão da greve da categoria. 

A votação foi realizada em assembleia, que ainda está sendo realizada no Clube Municipal, na Tijuca,  reunindo mais de mil profissionais. 

A assembleia ainda continua e, em breve, daremos mais detalhes sobre as demais deliberações da plenária.
SEPE

“Rola-bosta” na Folha. Fedeu!

REInaldo AZEveDO: o rola-bosta do PiG!
A Folha tucana anunciou nesta quinta-feira (24) o seu novo time de colunistas. A aquisição mais bombástica é a de Reinaldo Azevedo – o pitbull da Veja que também já foi apelidado de “rola-bosta” pelo teólogo Leonardo Boff. Expressão caricata do direitismo nativo, o novo “calunista” comemora: “Firmei com a Folha o compromisso firmado com meus leitores e que vigora na minha relação com a Veja: escrever o que penso, segundo os fundamentos da democracia representativa, a única que reconheço, e do Estado de Direito”. Hilário!

Além de Reinaldo Azevedo – que nunca teve como marca a defesa da democracia, mas sim seu ódio aos partidos de esquerda, aos movimentos sociais e aos governos progressistas da América Latina –, a Folha ainda anunciou outra contratação reveladora. A do jornalista Demétrio Magnoli, um assíduo frequentador do Instituto Millenium, o antro dos barões da mídia nativa. Com estas duas aquisições, o jornal da famiglia Frias dá mais uma radical guinada à direita e abandona de vez a sua aura de veículo eclético e plural, que já enganou tantos inocentes.   

A informação sobre as andanças de Reinaldo Azevedo foi revelada na véspera pelo site Brasil-247. Num primeiro momento, especulou-se até que ele deixaria a revista Veja. A reação dos leitores do site foi imediata e ácida. Vale conferir alguns comentários:

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Chucky 23.10.2013 às 12:45
Agora, cá entre nós, a Folha já é uma merda de jornal; com o Reinaldo lá, a única diferença é que vai feder um pouco mais. 
Luiz Diamantino 23.10.2013 às 12:33
A Folha acabou de acabar. Para mim e certamente para milhares de leitores. Vou cancelar minha assinatura. Pagar para ler Reinaldo Azevedo?! Nem a pau! 
Roberto Locatelli 23.10.2013 às 12:43
Saiu de uma empresa sem futuro e foi para outra empresa sem futuro. A dúvida é: saiu ou "foi saído"? 
Chucky 23.10.2013 às 12:42
Saiu do esgoto (Veja) e vai pro lixo (Folha). 
Escrevam ai: 23.10.2013 às 12:31
A Folha e a Veja ainda serão distribuídas gratuitamente à população. Nada mais natural; afinal, panfleto eleitoral nunca deveria ser vendido. 
Roberto Ribeiro 23.10.2013 às 12:28
Vixe! Saiu do esgoto e foi para a latrina. Vixe!!! 
Fernando 23.10.2013 às 12:27
Pro buraco e avante!!!!!!!!! É isso que vai acontecer com a foia 
Mário Silveira Neto 23.10.2013 às 12:25
Eu, eu, eu, a Folha se deu mal... Todos nós sabemos que os jornais impressos estão com seus dias contados... Portanto, adeus rola-bosta, passa a régua e zéfini
Luciano Prado 23.10.2013 às 12:37
Só mudou o fluxo do esgoto, o cocô é o mesmo. 
Manoel 23.10.2013 às 12:33
Na Veja ele era uma "estrela", enquanto na FSP ele vai ser "só mais um". Dançou.
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Agora, com a confirmação de que Reinaldo Azevedo será colunista da Folha e manterá seu blog na Veja, o site Brasil-247 garante que a nova aquisição “caiu como uma bomba no jornal e foi muito mal recebida por diversos profissionais de peso que atuam na Barão de Limeira. Para muitos jornalistas da casa, o leitor da Folha é predominantemente conservador, mas não é um radical de direita, disposto a seguir a linha do colunista de Veja.com”. 

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

GREVE da educação estadual: Amanhã tem assembleia!

A GREVE Continua!

Amanhã será realizada a assembleia de retorno da reunião de conciliação no STF.

A negociação mediada pelo ministro Luiz Fux não avançou em absolutamente NADA das nossas reivindicações!

Os únicos avanços - que foram considerados como "vitórias" por alguns - foram em relação aos processos de judicialização da greve e criminalização dos profissionais da educação... um verdadeiro absurdo, visto que essas foram condições criadas pela total falta de diálogo do governo com a categoria.
Vamos todos para assembleia e votar pela continuidade da GREVE!!! 

Não podemos voltar para as escolas depois de mais de dois meses de paralisação sem que tenhamos conquistado nenhuma das justas reivindicações que pleiteamos nesse processo.


POR QUE A REDE ESTADUAL ESTÁ EM GREVE ?

* Reivindicamos 20% de aumento salarial. Hoje o piso de um professor I, com licenciatura plena, é de R$ 1.081,00 e o de um funcionário é de R$ 717,44.

* Queremos eleições diretas para Diretores das unidades escolares assim como é realizado na FAETEC.

* Reivindicamos uma carga horária de 30 horas para os funcionários administrativos. Todos os governadores, desde Marcelo Alencar, garantiram esta carga horária para os funcionários.

* 1 matrícula em 1 escola para todos os professores. Este direito foi garantido por emenda aprovada pela Câmara dos Deputados Estaduais e vetada pelo governador Sérgio Cabral.

* Nenhuma disciplina tenha menos de 2 tempos de aula por semana. É impossível apresentar com qualidade os conteúdos de uma disciplina com apenas 1 tempo de aula por semana.

SEPE

Participação Programa Cidadania e Socialismo

Programa Cidadania e Socialismo

Participei nessa semana do programa cidadania e socialismo para discutir as questões das greves da educação estadual do Rio de Janeiro e do município de Cabo Frio.

O Programa é ao vivo às segundas, das 15:30 as 16:30h. As reprises serão transmitidas as quartas das 20h as 21h, sábados das 15:30 as 16:30h e aos domingos de 23h às 00h. 

YouTube

"SE VOCÊ NÃO CUIDAR, OS JORNAIS FARÃO VOCÊ ODIAR AS PESSOAS QUE ESTÃO SENDO OPRIMIDAS E AMAR OS OPRESSORES"   Malcom X
Cidadania e Socialismo

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Assembleia estadual 16/10: A GREVE continua!!!

Assembleia da rede estadual decide pela continuidade da greve

A assembleia da rede estadual votou pela continuidade da greve inicada no dia 8 de agosto. Mais de 500 profissionais da educação estiveram presentes na assembleia realizada no Clube Municipal. A próxima assembleia foi marcada para o dia 24 de outubro (quinta-feira), às 14, em local a confirmar.
A categoria reivindica reajuste de 20%, melhores condições de trabalho, 30 horas semanais para funcionários, democracia nas escolas – eleição para diretor de escola, fim do plano de metas e do projeto Certificação e a derrubada do veto do governador Sérgio Cabral ao artigo do Projeto de Lei 2.200, que garante uma matrícula de professor em apenas uma escola. 
SEPE

Marcelo Freixo: Risolia é patético, covarde, não entende nada de educação e presta um desserviço a escola pública!

Deputado Marcelo Freixo (PSOL)
Educação é caso de polícia?

"Hoje, dia do professor, em um momento inicial, gostaria de parabenizar todos os educadores e educadoras, aos funcionários, às merendeiras, aos porteiros, zeladores, todos são educadores. O dia do professor merece uma reflexão honesta e profunda de todos nós. 

Neste momento, os educadores e educadoras do Rio de Janeiro vivem um drama. Estes educadores estão em luta, e eu tenho um profundo orgulho dos professores do estado, do município, pois nenhum de nós pode desejar ter uma categoria de professores covarde e acomodada. 

O professor não ensina através de sua educação bancária, depositando conteúdo na cabeça de alguém, como condenava Paulo Freire. Não! O educador ensina na sua prática e, neste sentido, os professores do Rio de Janeiro estão dando uma grande lição. (...)

É lamentável que durante a última semana os professores tenham sido recebidos duas vezes pelo Comando da Polícia Militar e nenhuma vez pelo secretário de Educação. Gostaria que esta atitude do comandante da polícia fosse repetida pelo secretário, pelo vice-governador, uma conversa, um diálogo com os educadores. Efetivamente, a situação da educação pública virou caso de polícia, o que é inaceitável", questionou Marcelo Freixo no plenário desta terça-feira (15/10/2013).

"É sintomático que o vice-governador disse pra mim que tinha dificuldades em receber porque ele não poderia passar por cima do secretário de educação, o senhor Wilson Risolia, que é uma figura patética (...) não entende bulufas de educação, não conhece o cheiro da sala de aula, não conhece aluno da escola pública (...) não sabe o que é o dia a dia de uma escola, está colocado ali por uma questão econômica, numérica, técnica, antipedagógica. "
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terça-feira, 15 de outubro de 2013

Classes e luta de classes: o início

Se há algo de positivo na propaganda sobre a nova classe média, ela consiste em haver despertado muita gente para o fato de que as classes sociais existem. 

O longo descenso da luta de classes no Brasil, desde meados dos anos 1980, e as novas formas que ela assumiu, levaram muitos a supor que as classes haviam deixado de ser os atores principais da sociedade. E fez com que esquecessem que a sociedade se move e se transforma, fundamentalmente, em virtude da luta entre elas.

Já as manifestações de junho de 2013 tiveram o mérito de colocar em pânico os formuladores da teoria da nova classe média, ao mesmo tempo em que impuseram a necessidade de discutir a estrutura de classes da sociedade brasileira e os caminhos que a luta entre elas pode seguir. Nesse sentido, o livro A “Nova Classe Média” no Brasil como Conceito e Projeto Político, organizado por David Danilo Bartelt, da Fundação Heinrich Böll, incentiva essa discussão, trazendo à tona diferentes abordagens.

Vários de seus autores frisam que, para a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) do governo, o conceito de classe média é apenas um instrumento analítico para hierarquizar a heterogeneidade das famílias brasileiras, de forma a identificar o grupo no meio da pirâmide social. Eliana Vicente, porém, reitera que existem várias metodologias para se classificar socioeconomicamente a população de um país. No caso brasileiro, a despeito das variações metodológicas, quase todas utilizam o critério renda, diferindo apenas a maneira como essa variável será operacionalizada.

Certamente por isso, Jessé Souza reitera que o tema da produção e reprodução das classes sociais no Brasil é dominado por uma leitura economicista e redutora da realidade social, que pressupõe que as determinações econômicas são as únicas variáveis realmente importantes para o conceito de classe. Segundo ele, a tese central de Márcio Pochmann seria a de que todo o movimento positivo da pirâmide social brasileira, na primeira década do século 21, na verdade teria envolvido postos de trabalho que se encontram na base daquela pirâmide. Portanto, afora uma diferença de tom, não existiria nenhuma diferença substancial com a análise da SAE, que adotou as conclusões dos estudos desenvolvidos pelo economista Marcelo Neri.

Apesar disso, em concordância com Pochmann e em oposição a Neri, uma série de autores utiliza o conceito de renda para analisar a evolução social. Waldir José de Quadros e outros asseguram que a constituição da nova classe média no Brasil ocorreu nos anos 1970, durante o milagre econômico que promoveu o emprego urbano baseado nas novas ocupações de colarinho branco. A classe C, símbolo do crescimento recente, estaria longe dos padrões e estilo de vida que teriam caracterizado aquela nova classe média como a novidade do século 20.

Ainda de acordo com eles, a alta classe média, incluindo ocupações típicas (médicos, professores do ensino superior, engenheiros, empresários etc.), conforme Wright Mills, seria o topo da estrutura social, dado que as pesquisas não captam adequadamente a representação social dos ricos.

Sonia Fleury, por sua vez, sugere que, ao dissociar a ascensão da classe C das condições de emprego e trabalho, opera-se uma descontextualização política e ideológica que impede a tematização da superexploração e endividamento dessa população. E Eliana Vicente reitera que chamar a população emergente de nova classe média parece demonstrar que o país está fundamentado na classe média e não na imensa massa de trabalhadores manuais, trabalhadores do setor de serviços, nos pobres e excluídos.
Reiterando que todas essas visões são economicistas, Jessé Souza adota a linha do sociólogo francês Bourdier, segundo a qual o conceito de capital não seria apenas uma categoria econômica, mas incluiria tudo que assegure acesso privilegiado aos bens e recursos escassos em disputa pela competição social.

Portanto, além do capital econômico, haveria um capital cultural e um capital social. Ascender socialmente só seria possível a quem logre as pré-condições para a incorporação de distintas formas de conhecimento e de capital cultural. Este capital cultural seria a porta de entrada em qualquer dos setores competitivos do capitalismo.

Nesse contexto, a ralé formaria uma classe social específica, reduzida a energia muscular, posto que não dispõe, mesmo em medida significativa, de pré-condições para a incorporação do capital cultural, indispensável no capitalismo moderno para o trabalho no mercado competitivo. Os batalhadores, por sua vez, representariam a fração das classes populares que lograram sair do círculo vicioso da ralé, constituindo uma nova classe trabalhadora, diferente da classe trabalhadora tradicional.

Cândido Grzybowski, no entanto, considera que não estamos diante de uma mudança de classes sociais. As classes sociais não seriam uma linha ascendente, mas uma estrutura de relações que as opõem umas às outras e as diferenciam. O esforço de ver classes sociais por nível de consumo seria politicamente direcionado, para ocultar a lógica que opera numa sociedade, onde para ser rico tem que ter pobre, patrão supõe empregado, dominante implica dominado.

Bem vistas essas e outras opiniões sobre o assunto, que é estratégico para qualquer política que pretenda transformar a sociedade brasileira, podemos dizer que nos encontramos diante de um enrosco de conceituações e metodologias. O que nos obriga ao uso de uma arqueologia que demonstre o surgimento e caracterização das classes sociais como um produto histórico.

Elas não existiram nos primeiros 150 mil a 200 mil anos de história da humanidade. Até por volta dos 5 a 10 mil anos atrás, todos os seres humanos sobreviviam da coleta e da caça. Suas forças produtivas rudimentares impunham a cada grupo de humanos uma colaboração produtiva natural para realizar seu metabolismo com a natureza. Ao mesmo tempo, os subordinava a um conflito feroz com outros grupos pelos territórios ou campos de coleta e de caça.

Nos grupos humanos a divisão do trabalho se firmou apenas como uma divisão sexual, relacionada com a propriedade natural de instrumentos de trabalho. Aos homens cabia a fabricação e uso dos instrumentos de caça. Às mulheres cabia a fabricação e uso de instrumentos de coleta e da casa. Com a promiscuidade sexual, a organização familiar tinha por base a mulher geradora, prevalecendo o sistema matrilinear.

O crescimento populacional levava à formação de clãs familiares e tribos, que se dividiam em novos clãs e tribos a partir de certo número de membros. Os produtos da coleta e da caça eram repartidos de modo relativamente igualitário entre os membros da família, clã ou tribo. Ao morrerem, homens e mulheres deixavam seus bens à família da mulher. Exemplos vivos desse estágio histórico ainda podem ser observados em diversas etnias indígenas amazônicas.

A divisão social só se instaurou quando os seres humanos de algumas regiões do globo, ricas em animais e plantas, aprenderam a domesticá-los. Na Mesopotâmia, Oriente Médio, Ásia Central, e nos vales dos grandes rios da China, Índia e Egito, as tribos aprenderam, além disso, a criar os animais capazes de fornecer-lhes leite e carne, dando origem à pecuária, e a semear as sementes de cereais, dando origem às lavouras. A criação da agricultura, compreendendo a pecuária e/ou as lavouras, representou uma profunda revolução nas forças ou meios de produção.

Os seres humanos passaram a produzir seus próprios alimentos, de forma organizada e regular. Essa revolução foi seguida da criação de novos instrumentos de trabalho de bronze e ferro. Num processo natural de desdobramento da propriedade anterior dos instrumentos, coube aos homens a propriedade do gado e das ferramentas produtivas. Às mulheres continuou cabendo a propriedade dos utensílios de coleta e caseiros. Na prática, os homens ficaram com a propriedade dos novos instrumentos, capazes de gerar riquezas até então desconhecidas.

Essa mudança na propriedade dos meios de produção introduziu desigualdades profundas nas relações dos homens com as mulheres. Num processo relativamente prolongado, erigiram-se conflitos em torno do direito de herança pela linha materna, da chefia da família, da instauração da monogamia, da exclusividade masculina sobre a religião familiar e da formalização da propriedade privada como regra. Esse processo perdurou por alguns milhares de anos nas sociedades agrárias primitivas daquelas regiões, e resultou no patriarcado antigo. Este consolidou a divisão social, subordinando as mulheres aos maridos, inclusive com o direito de vida e morte sobre elas. Todos os membros da família obedeciam ao patriarca, proprietário privado, pai, chefe, sacerdote e comandante. E a herança passou a ser transmitida por linha paterna.

A agricultura e o artesanato consolidaram-se como economia. E, com esta, surgiu a necessidade da escrita e dos números, para controle da produção, do consumo, dos bens hereditários e da troca dos bens produzidos. O escambo primitivo transformou-se pouco a pouco em comércio, criando a necessidade de criação de um produto que fizesse o papel de equivalente geral. Com a cristalização da propriedade privada dos principais meios de produção, estavam dadas as condições para desdobrar a divisão social entre homens e mulheres em novas classes sociais.

Portanto, como um relâmpago destrutivo numa situação de igualdade econômica, social e cultural, as classes sociais surgiram como resultado da criação de novas forças produtivas em algumas regiões do planeta. Elas introduziram, inicialmente, desigualdades de propriedade e de riqueza, e reviraram totalmente as relações de gênero e familiares, e as relações nos clãs e nas tribos. A partir daí a divisão em classes sociais, e a luta entre elas, passou a ter presença permanente na história dos seres humanos daquelas regiões, enquanto no resto do mundo a história andou mais lenta.

Correio da Cidadania

PSOL: Política é a luta constante entre os diferentes interesses da sociedade

Com essa frase, o Partido Socialismo e Liberdade- PSOL abriu mais um programa de televisão partidário, exibido na última quinta-feira (03).

As manifestações que marcam o segundo semestre deste ano e as ações dos parlamentares do PSOL, foram pauta da inserção. O vídeo mostra as incoerências políticas dos governantes e a falta de representatividade no parlamento brasileiro.

A força e o grito das ruas já mudaram muitas questões no Brasil, mas outros temas ainda precisam ser enfrentados, como a democratização da mídia, a tarifa zero e a preservação do meio ambiente.
O programa lembra ainda que o PSOL foi o único partido que votou contra a Lei Geral da Copa no Congresso Nacional e cita também as ações do PSOL em Porto Alegre, Macapá e no Rio de Janeiro, quando o deputado estadual Marcelo Freixo pediu o impeachment do governador Sérgio Cabral.

Assista o vídeo, comente e compartilhe. O PSOL é um partido que insiste em resistir e fazer política com independência.

PSOL YouTube

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Baile do Sepe Lagos!!!

Baile do Sepe Lagos para os profissionais da educação!

Nesta sexta-feira, dia 11, acontecerá o Baile do Sepe Lagos no clube Tamoyo. 

Pegue seu convite na sede do Sepe Lagos no Premier Center, é preciso levar o contracheque!

Sepe Lagos

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Marcelo Freixo: As ruas pedem respeito à Educação

As ruas pedem respeito à Educação

"Há um emperramento do diálogo. E não há outro caminho para a solução dos conflitos. É inadmissível que o governo não consiga amadurecer um canal de diálogo aberto com os professores. Não vai se resolver na Justiça, mas na política e no diálogo. Tivemos uma belíssima manifestação, a Rio Branco estava lotada, com o apoio contundente de milhares de pessoas à luta dos educadores." 

"Evidente que o que aconteceu depois é um fenômeno que a gente ainda vai demorar entender, independente de concordarmos ou não, porque é algo novo, que vem também da brutalidade do Estado. Não há explicação simples, mas fica o apelo para que essa Casa possa intermediar. Que cumpra o seu papel fiscalizador e de diálogo com a sociedade e com o governo. É o lugar para encaminhar a solução dessa greve dos professores que é justa e quem ganha é a sociedade", afirmou Marcelo Freixo, nesta terça-feira (8/10), no plenário da Alerj.

Marcelo Freixo

Educação estadual continua em GREVE!!!

GREVE NA REDE ESTADUAL CONTINUA: NESTA QUARTA (DIA 9/10) TEM ATO NA ALERJ

Em assembleia realizada no Clube Municipal, os profissionais das escolas estaduais, em greve há dois meses, decidiram pela continuidade da paralisação por tempo indeterminado. 

Os motivos da continuidade da greve iniciada no dia 8 de agosto foi a falta de disposição do governo estado em abrir negociações ou apontar para o atendimento da pauta de reivindicações da categoria. 

A plenária decidiu fazer um ato nesta quarta-feira (dia 9), nas escadarias da Alerj, a partir das 14h, com o objetivo de pressionar os deputados a abrirem um canal de  negociação com o governo estadual.

Veja o calendário de mobilização:
quinta-feira (dia 10): ato unificado com a FAETEC, no Largo do Machado, seguido de passeata até o Palácio Guanabara, a  partir das 10h.

terça-feira (dia 15/10): Ato às 17h, com passeata da Candelária até a Cinelândia, finalizando na Alerj.

16/10: Assembleia geral, às 14h, em local a confirmar.

SEPE

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Por que as redes estadual e municipal de educação do Rio de Janeiro estão em greve?

Por que as redes estadual e municipal de educação do Rio de Janeiro estão em greve?


POR QUE A REDE ESTADUAL ESTÁ EM GREVE ?

 Reivindicamos 20% de aumento salarial. Hoje o piso de um professor I, com licenciatura plena, é de R$ 1.081,00 e o de um funcionário é de R$ 717,44.
Reivindicamos eleições diretas para Diretores das unidades escolares assim como é realizado na FAETEC.

 Reivindicamos uma carga horária de 30 horas para os funcionários administrativos. Todos os governadores, desde Marcelo Alencar, garantiram esta carga horária para os funcionários.
Reivindicamos 1 matrícula em 1 escola para o professor. Este direito foi garantido por emenda aprovada pela Câmara dos Deputados Estaduais e vetada pelo governador Sérgio Cabral.

 Reivindicamos que nenhuma disciplina tenha menos de 2 tempos de aula por semana. É impossível apresentar com qualidade os conteúdos de uma disciplina com apenas 1 tempo de aula por semana.


POR QUE A REDE MUNICIPAL ESTÁ EM GREVE?

       Reivindicamos a anulação da sessão da Câmara de Vereadores que aprovou o PCCR de Eduardo Paes. Uma lei não pode ser aprovada sem discussão, com a necessidade de aparato militar e com o uso de bombas.

       Reivindicamos a imediata reabertura de negociações da prefeitura com o SEPE com a finalidade de que seja enviado a Câmara a proposta de PCCR dos profissionais de educação. É fundamental que a prefeitura respeite decisões acordadas entre o executivo e o sindicato.

       Reivindicamos que a prefeitura elabore e divulgue um plano de construção de novas unidades escolares e da diminuição de alunos por turmas.

       Reivindicamos que a prefeitura cumpra a lei que prevê a imediata climatização das salas de aula.

       Reivindicamos a imediata construção de um plano de reformas e melhorias da estrutura física das escolas, creches e EDI’s, e suas instalações.

       Reivindicamos o reconhecimento de nossas colegas que manipulam alimentos em nossas unidades escolares como cozinheiras.

       Reivindicamos que seja garantida a diversidade no ensino de língua estrangeira em nossas escolas com a permanência de ensino de espanhol e Frances na grade escolar.

       Reivindicamos o fim do professor polivalente. O professor deverá lecionar apenas para as disciplinas para as quais possui uma formação específica.

       Reivindicamos o fim da meritocracia. Uma educação de qualidade não pode se pautar prêmios e bônus conseguidos a partir do cumprimento de metas estabelecidas fora da realidade de cada unidade escolar. 

       Reivindicamos a autonomia pedagógica. Cada unidade escolar precisa ser independente na preparação de seu projeto político pedagógico assim como no estabelecimento de metas e objetivos de acordo com a realidade de seu aluno e sua comunidade escolar.

       Reivindicamos o imediato cumprimento da lei que garante ao professor 1/3 de sua carga horária para a realização de atividades de planejamento, elaboração de tarefas e correção de exercícios e avaliações.

       Reivindicamos a redução da carga horária do funcionários para 30 horas.

Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação - SEPE  

Como a polícia desvendou a trama de mentiras e suborno criada pelos PMs acusados de matar Amarildo

Major e sua equipe coagiram testemunhas e forjaram conversar para embaralhar a apuração da Divisão de Homicídios

No Brasil, um dos motivos para a decretação da prisão preventiva de alguém é o fato de algum dos investigados tentar interferir, de alguma maneira, na apuração da verdade. No fim da tarde da última sexta-feira, quando a juíza Daniella Alvarez Prado, da 35ª Vara Criminal do Rio de Janeiro decretou a prisão dos dez policiais militares suspeitos do desaparecimento e morte do pedreiro Amarildo de Souza, de 47 anos, a Justiça agiu para manter a normalidade no curso do processo. O pedido feito pela Divisão de Homicídios (DH) e endossado pelo Ministério Público ocorreu pelo fato de o major Edson Santos e seu grupo, que controlavam com mãos de ferro a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, terem usado de todo tipo de artifício para tentar atrapalhar a apuração dos investigadores, forjando conversas telefônicas, distribuindo dinheiro para testemunhas e, o pior, coagindo quando preciso. Uma dessas tentativas de intimidação ocorreu na tarde de 18 de setembro, quando dois agentes do Serviço Reservado (P2) da UPP foram até o trabalho de uma das principais testemunhas do caso para cobrar explicações pelo fato de ela ter mudado suas declarações dadas anteriores. Em resumo, a testemunha antes dizia que o tráfico era culpado pela morte de Amarildo, mas foi à polícia para rever seu depoimento e atribuir o crime a PMs.

O enredo de mentiras que tentou embaralhar o caso Amarildo se inicia ainda antes da DH assumir a investigação. O primeiro passo para montar a farsa foi dado na tarde do dia 16, quando os policiais da UPP encontram na localidade do Terreirão, no alto da Rocinha, um aparelho de telefone celular abandonado. No dia seguinte, o major Edson telefonou para o soldado Avelar. O jovem policial desempenhara papel importante na 'Operação Paz Armada', que resultara na prisão de 33 pessoas um dia antes do desaparecimento de Amarildo. Durante quatro meses, Avelar fez um trabalho de infiltração, passando-se por um policial corrupto que aceitava propinas pagas pelo tráfico. Tudo teatro. Mas, nesses encontros, Avelar passou a ter contato direto com o traficante Thiago da Silva Mendes Neris, conhecido como Catatau. Na ligação efetuada no dia 17, Edson queria saber de Avelar o número do telefone usado por ele para conversar com os traficantes durante o período de disfarce.

Às 11h16 do dia seguinte, 18 de julho, Avelar recebeu um telefonema ameaçador. Imediatamente procurou a 15ªDP (Gávea), responsável pela 'Paz Armada', para fazer um registro da ameaça. E declarou que a ligação teria partido do traficante Catatau. Na conversa, o suposto Catatau teria o xingado e dito que já havia "tombado o Boi" (apelido de Amarildo) e colocado a culpa em Avelar. Num primeiro depoimento à DH, o próprio Avelar disse ter reconhecido a voz de Catatau. Mas a perícia feita pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) comprovou que a voz não era do criminoso. "A voz não é dele. Tudo aquilo foi uma encenação, uma mentira", afirma o diretor da DH, delegado Rivaldo Barbosa. O telefonema chegou a ser divulgado como indício de que o tráfico tinha interesse e falava em eliminar Amarildo.

Outra informação descoberta pela Polícia Civil para desmontar o telefonema indica que, no momento da ligação ameaçadora, o usuário do aparelho estava no bairro de Higienópolis, na Zona Norte da cidade, ou seja, bem longe da Rocinha. Coincidência ou não, dois soldados da UPP que fizeram a abordagem de Amarildo - Douglas Vital, o Cara de Macaco, e Marlon Campos Reis - estavam na região de Higienópolis no período próximo ao da ligação feita para Avelar, segundo a quebra de sigilo de seus telefones.

Em sua denúncia contra os policiais da UPP, o promotor Homero das Neves afirmou que os dez PMs "inovaram artificiosamente, em processo criminal, estado de lugar, de coisa e pessoa, de modo a induzir em erro as autoridades policiais e judiciais (...)."

As tentativas de encobrir a realidade, de fato, prosseguiram. Em 9 de agosto, Edson prestou depoimento na DH e apresentou, junto às suas declarações, um termo prestado por uma moradora da Rocinha, Lucia Helena da Silva Batista, junto à promotoria da Auditoria Militar. Nele, a mulher informava que havia sido expulsa da favela da Rocinha pelo traficante conhecido como Catatau, num recado ameaçador, dizendo que faria com ele "o mesmo que havia feito com Amarildo". Ainda neste depoimento levado pelo major Edson, a mulher contou ser mãe de um adolescente que estava internado no Hospital Miguel Couto, na Gávea, sob escolta da UPP, após ser baleado num confronto.

Esse era o primeiro depoimento de Lucia, que dizia ter ouvido uma conversa em que dois traficantes comentavam que haviam matado Amarildo e que, após relatar o diálogo a policiais que faziam a custódia de seu filho, foi levada ao MP Militar. Naquele mesmo dia, a DH intimou Lucia para depor. E começaram, então, as contradições. A tal conversa em que bandidos comentavam a morte de Amarildo teria, segundo ela, sido travada entre os traficantes conhecidos pelos apelidos de Titica e Azar. Uma farsa mal combinada. Afinal, como poderiam comentar sobre a morte de Amarildo, ocorrida na noite do dia 14 de julho, se ambos haviam sido presos na manhã do dia 13, véspera do crime, quando a Operação Paz Armada foi deflagrada?

As incongruências indicaram que os investigadores deveriam monitorar mais de perto os passos de Lucia. E assim foi feito, com o pedido de quebra de sigilo de seu telefone. A interceptação telefônica autorizada pela Justiça revelou logo o fio da meada: a moradora estava sendo orientada e até corrompida pelos policiais da UPP a mando do major Edson. Numa das ligações, descobriu-se que Lucia tivera uma casa alugada fora da Rocinha, na Favela do Jordão, em Jacarepaguá, pelos PMs. Ela também havia recebido dinheiro de dois soldados conhecidos pelos nomes de Newland e Bruno. Sempre a mando do major.

As conversas flagraram ainda outro filho de Lucia reclamando e tentando entender os motivos de a mãe ter inventado a história de que havia sido expulsa da favela pelo traficante Catatau. A Polícia Civil conseguiu estabelecer a relação entre o filho adolescente de Lucia e os mesmos policiais de confiança do major Edson, Newland e Bruno, do setor de inteligência da UPP Rocinha. Ambos deverão ser investigados pela Corregedoria da PM por fraude processual. O contato direto com Edson também ficou evidenciado numa mensagem de texto em que o adolescente pede "dinheiro para comprar fraldas" para seu filho.

O zelo da equipe do major com o rapaz era tanto que, no dia em que ele recebeu alta do Hospital Miguel Couto, determinou que policiais o levassem para a casa do pai, em Angra dos Reis. A versão de Lucia e do filho adolescente durou até a noite do dia 12 de setembro, quando procuraram a 15ª DP (Gávea) para registrar o desaparecimento de  outro filho que teria ido ao Morro do Cajueiro, em Madureira, buscar uma carga de maconha e nunca mais foi visto. De lá, mãe e filho foram levados para a DH, onde contaram o que a polícia já sabia: que o major Edson estava ajudando sua família financeiramente para que mantivesse a versão sobre a morte de Amarildo. Durante mais de duas horas, Lucia Helena desabafou e entregou a verdade. Contou a pressão que sofria, os presentes e as quantias de dinheiro que recebera, e ainda acusou um policial de nome Peter de ter-lhe dado 150 reais. O inspetor era o responsável pelas investigações da Operação Paz Armada. Todas as informações colhidas pela DH foram enviadas para a Corregedoria da Polícia Civil, que instaurou sindicância contra o agente.

Quando Lucia e o filho resolveram falar na DH e a história apareceu na imprensa, o major Edson se desesperou. Tenso, passou a cometer erros sucessivos. No dia 18, seis dias após o depoimento desmentindo a primeira versão, Lucia Helena recebeu um telefonema do soldado Newland. Eram 10h31 da manhã e o policial queria encontrá-la para "esclarecer algumas coisas". Ela estava no Shopping Via Parque, na Barra da Tijuca, onde trabalhava no serviço de limpeza, e avisou que não poderia encontrá-lo. Cinco horas mais tarde, às 15h40, Newland ligou novamente avisando que já estava no shopping. Lucia ficou nervosa e pediu que ele falasse o que queria pelo telefone. Newland foi direto: queria falar sobre o depoimento que ela mudou. Lucia desligou e não o atendeu mais.

Estava clara a intimidação da testemunha. A DH informou à 8ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM) imediatamente, pedindo que eles intimassem o soldado Newland. Este foi chamado e se apresentou na unidade com o sargento Lacerda, também lotado no setor de inteligência da UPP. De lá, o major Fabio, da Corregedoria, decidiu encaminhar a dupla para a DH. Lá, os dois admitiram ter ido ao encontro de Lucia para "verificar os motivos de ela ter mudado o depoimento". Os policiais, no entanto, disseram que estavam de folga e não usaram veículos oficiais para tal missão. Para a Justiça, as ameaças estavam consolidadas. Mãe e filho foram incluídos no Programa Nacional de Testemunha e deixaram o Rio de Janeiro.

Veja

PSOL Cabo Frio: Reunião Aberta

Reunião Aberta do PSOL Cabo Frio

O diretório municipal do PSOL em Cabo Frio convida a tod@s companheir@s e interessad@s para participar da próxima reunião geral ordinária do partido. Traga sua opinião para discussão dos problemas de nossas cidade e participe da construção do partido.

Será na próxima sexta-feira, dia 18 de outubro, às 19h, na sede municipal do partido na rua Independência, nº 518 - Guarani, Cabo Frio.

Netanyahu, o sociopata primeiro-ministro de Israel

BIBI, O SOCIOPATA

Mísseis iranianos atingirão New York em “de três a quatro anos”. Um Irã nuclear é igual a “50 Coreias do Norte”.

Pode ser a fala de sociopata doido e perigoso, ou o discurso que o primeiro-ministro de Israel Benjamin “Bibi” Netanyahu fez à Assembleia Geral da ONU. Compare você mesmo: semana passada, o presidente o Irã Hassan Rouhani, lá estava, convocando o mundo a surfar a onda contra a Violência e o Extremismo, no seu projeto WAVE [onda], sigla de World Against Violence and Extremism). 

Semana seguinte, lá estava Bibi, na mesma tribuna, denunciando o projeto de Rouhani, que para Bibi não passaria de arapuca “cínica” e “totalmente hipócrita”.   

No mundo segundo Netanyahu, “Ahmadinejad era lobo em pele de lobo. Rouhani é  lobo em pele de cordeiro.” Rouhani tenta se fazer passar por “pio”, mas sempre esteve envolvido no “estado de terror iraniano”. Não passa de “serial killer que se veste de padre para ir ao tribunal e fazer-se passar por homem ‘ético’ e ‘religioso’.”   

Sandices à parte, a verdade é que Bibi mudou de jogo. Agora, nada de cartolinas desenhadas e súplicas, praticamente todas as semanas, para que os EUA bombardeiem o Irã. Agora, é o “programa nuclear militar” do Irã que tem de ser extinto – programa que não existe, segundo toda aquela sopa de letrinhas que são as agências de inteligência dos EUA. 

E, isso, depois de Netanyahu ter dito ao presidente Barack Obama dos EUA que esquecesse – para sempre – a resolução n. 242 do Conselho de Segurança da ONU, que ordena a retirada de israelenses de todas as terras ocupadas depois da guerra de 1967. 

Que bomba
Assim sendo, deixemos bem claras algumas coisas. 

O estado de Israel não tem fronteiras internacionalmente reconhecidas e não tem capital internacionalmente reconhecida. É estado em perpétua expansão. 

Israel desrespeitou nada menos que 69 resoluções do Conselho de Segurança da ONU e foi “protegida” de nada menos que outras 29 resoluções, cortesia dos vetos norte-americanos. 

Israel ocupa hoje território soberano do Líbano e da Síria, sem dar qualquer bola a qualquer resolução do Conselho de Segurança da ONU. 

Israel assinou os Acordos de Oslo pelos quais prometeu para de construir em terra palestina ocupada. Na sequência, construiu 270 novas colônias. É parte do movimento de limpeza étnica em câmara lenta, no qual Israel obra ao longo das últimas seis décadas.

Israel vive a ameaçar semanalmente que bombardeará o Irã, há, no mínimo, três décadas. 

Israel é potência nuclear clandestina, com mais de 400 ogivas nucleares; recusa-se a assinar o Tratado de Não Proliferação; impede inspeções de inspetores internacionais; nunca ratificou o Tratado da Convenção das Armas Químicas; usou armas químicas em Gaza; e mantém o maior arsenal de armas químicas de todo o Oriente Médio, não declarado, quer dizer, clandestino.   

O Irã, por sua vez, não tem ogivas nucleares. O Irã assinou o Tratado de Não Proliferação e recebe regularmente os inspetores. O Irã não invade nenhum país soberano há, no mínimo, 250 anos. O Iraque de Saddam Hussein invadiu o Irã em 1980, mas o Irã não ocupou território iraquiano. 

O lobby de Israel em Washington e o Congresso dos EUA impuseram um bloqueio financeiro ao Irã, o qual, para todas as finalidades práticas, é uma declaração de guerra. Por causa do bloqueio, o rial iraniano sofreu grave depreciação – com consequências drásticas para a vida dos iranianos comuns. Apesar de tudo isso, na reunião com Obama, nessa 2ª-feira em Washington, Netanyahu não exigiu só mais sanções: também disse que Israel atacará unilateralmente o Irã, se as palavras de Rouhani não gerarem “ação”. 

A verdadeira “comunidade internacional”, como a vasta maioria no mundo em desenvolvimento, incluindo as potências emergentes reunidas no grupo BRICS, conhecem esses dados como a própria palma da mão. Todos esses fatos ajudam a ver com clareza o jogo de Bibi. 

Basta examinar o mapa 
Para a direita israelense, a mera possibilidade de que haja diálogo entre EUA e Irã é a real “ameaça existencial”. Bibi não aceitará sequer que o Irã enriqueça urânio para propósitos civis, direito que o Irã tem, garantido a ele pelo Tratado de Não Proliferação. 

Um acerto entre EUA e Irã é proposta de ganha-ganha para todos: não só para os dois diretamente envolvidos, mas também para os europeus sedentos de energia, para a economia global, para as empresas multinacionais, para tudo e todos. Exceto para Israel.   

O pesadelo de Bibi é a República Islâmica do Irã, não apenas como ator independente no Sudoeste da Ásia – o que o Irã já é –, mas, também, como potência regional em ascensão; quanto a isso, a única via possível para o Irã é a via ascendente, se se considera sua vasta população de jovens e bem educados, os massivos recursos de energia, a localização privilegiada e os complexos laços que ligam o Irã à Ásia Central, do Sul e do Leste. 

Para a direita israelense, o status quo é ideal. Os fantoches dos EUA, como as petromonarquias do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), e as repúblicas árabes seculares vivem momentos de caos – com graus diferentes de ‘empurrão’ dos israelenses –, como o Iraque e especialmente a Síria. 

É fácil para Israel manobrar entre esses atores; os israelenses podem, por exemplo, rejubilar-se com um golpe militar no Egito (porque militares egípcios não são ameaça), e com a parceria com a Arábia Saudita para tentar derrubar Assad na Síria. A balcanização do Oriente Médio dividido por linhas sectárias é, para Israel, doce como mel.   

Mas o Irã como potência econômico-política emergente, com relações normalizadas com os EUA e a Europa Ocidental, é assunto muito mais sério, a ameaçar “existencialmente” a suposta hegemonia no Oriente Médio, que depende exclusivamente do músculo militar (além, é claro, da capacidade nuclear clandestina). 

Isso explica a obsessão de Netanyahu com a mudança de regime em Teerã – ou, a segunda melhor opção, o total isolamento, bem distante do Ocidente (porque, no que tenha a ver com o Oriente, o Irã está firmando relações com todos os atores chave na Ásia).    

O ponto crucial é que apresentar o Irã como “ameaça existencial” foi expediente extremamente útil para a direita israelense, como tática diversionista, que desvia a atenção geral para bem longe do que acontece na vida real: Israel, como estado ocupante militarizado está completamente, literalmente, terrivelmente, varrendo do mapa um povo inteiro – os palestinos. Quem ainda duvide, que examine o mapa.   

Eis assim onde estamos. Netanyahu é falcão/abutre de extrema direita que jura pelaEretz Israel – uma Israel “Expandida” com fronteiras móveis, sempre em expansão, e hegemonia incontrastável militar/nuclear no Oriente Médio. Tem aliados poderosos: a extrema direita e os neoconservadores nos EUA; Republicanos ensandecidos que apoiarão qualquer coisa, desde que seja contra Obama; grande parte do Congresso dos EUA manipulado pelos israelenses; vastas fatias do complexo de imprensa-empresa nos EUA e no mundo. Essa gente não parará ante coisa alguma. Farão todo o possível para ver gorar qualquer acordo entre Washington e Teerã. 

A tentação, para a verdadeira comunidade internacional, é mandar Netanyahu calar a boca – e ir brincar com suas cartolinas desenhadas. Obama semana passada disse na ONU que suas prioridades, agora, são o Irã e mais esforço para resolver a questão e a tragédia dos palestinos. Quer dizer: a bola está no campo de Obama – não no campo do sociopata.

Pepe Escobar  Irã News

Wíria Alcântara: Quando a Greve da Educação Vira Caso de Polícia

QUANDO A GREVE DA EDUCAÇÃO VIRA CASO DE POLÍCIA

Desde o dia oito de agosto que os profissionais de ensino das redes estadual e municipal do RJ se encontram em greve. Em pauta as antigas discussões que envolvem reajuste salarial, plano de carreira e melhoria nas condições de trabalho, assumem novas roupagens num cenário de contrarreformas e de reestruturação da natureza escola pública, organizadas no Rio de Janeiro pelos governos do PMDB e seus secretários economistas, Risolia e Costin. 

O projeto de submeter a educação pública aos interesses das classes dominantes não é novo, tampouco a tentativa de aligeirar as classes populares do domínio crítico dos saberes, como forma de mantê-las sob controle dos poderosos. Entretanto o que vivenciamos hoje é a tentativa de imposição dessa máxima da forma mais perversa possível, através da força desmedida e da violência. 

Não é de hoje também que greves e manifestações de profissionais da educação são criminalizadas, e o avanço de interesses privados na área só intensifica esse processo. Vivemos um período onde a natureza dos currículos se encontra em disputa, não pelas diversas correntes do pensamento pedagógico, mas sim por Institutos e Fundações Privadas que enxergam na educação um importante nicho de lucros para a venda de seus pacotes “pedagógicos”: apostilas e projetos diversos. 

Para que essa proposta se efetive no interior das escolas os professores precisam ser “disciplinados” no manejo dessas novas ferramentas de ensino, e é por isso que no coração dessa reforma estão os chamados professores “polivalentes”. O professor polivalente é aquele que irá ministrar diversas disciplinas, sem a formação específica para tal. Amparado apenas pelas apostilas, vídeos e demais aparatos concebidos fora do espaço escolar. 

O rico exercício de planejar, debater, conceber o Projeto Político Pedagógico, as aulas, as avaliações, contraditoriamente vai deixando de ser tarefa daqueles profissionais que vivenciam cotidianamente os anseios, as frustrações e necessidades de estudantes e comunidades escolares.

Nesse sentido a tentativa de silenciar os profissionais da educação, e a sua luta em defesa da escola pública, compõe a face mais desumana de um estágio de dominação que não se satisfaz apenas com o apassivamento das massas, mas que visa também, e principalmente, saquear recursos públicos que deveriam estar sendo investidos na escola e na valorização de seus profissionais.

É contra esse modelo que nós profissionais da educação nos insurgimos, tomando as ruas desde o mês de agosto e reafirmando que nossa luta vai muito além da reivindicação salarial. Ao localizarmos a disputa político pedagógica no centro da luta ultrapassamos de forma consciente o estágio meramente econômico-corporativo para um estágio de embate ético-político com os governos do estado e município. 

E é exatamente aí que mora o perigo, ao tomarmos as ruas denunciando o projeto de educação e de sociedade que está por trás das políticas de desmonte da escola pública e de ataque à seus profissionais, ocupamos o terreno da disputa ideológica derrubando o tão conclamado mito do “Estado Democrático de Direito”. 

Ao assumirmos o protagonismo da disputa pelos rumos das políticas públicas para educação e para a nossa carreira nos confrontamos diretamente com os interesses privatistas das corporações e empresários que dominam essa cidade e estado, e que têm garantido a eleição e reeleição de governos e da grande maioria de parlamentares. Por isso não nos surpreende a truculência e a repressão que se abateu sobre nós, trabalhadores da educação e sobre a nossa entidade de classe, o SEPE.

A violência desproporcional, o autoritarismo e a falta de democracia, direcionada contra trabalhadores da educação em plena luz do dia na Cinelândia infelizmente não é diferente da presente no cotidiano de favelas e áreas periféricas de nossa cidade e estado, e que ultraja nossos alunos. Talvez por isso também que a nossa luta tenha encontrado tanto apoio entre os pais e os próprios alunos das escolas públicas. 

A população não aguenta mais o descaso dos governos, a falta de ética, a corrupção generalizada. As mobilizações de junho pavimentaram o terreno para as nossas greves de agosto. O professor lutando também está ensinando!

Wíria Alcântara (Professora do Ensino Básico/Graduada em História e Mestre em Educação pela EPSJV – Fiocruz/Membro da Direção Colegiada do SEPE/RJ)
Wíria Alcântara via Facebook

sábado, 5 de outubro de 2013

Marcelo Freixo: Eduardo Paes é mimado e autoritário!

Deputado Marcelo Freixo (PSOL)
O prefeito é mimado

"Ontem, segunda-feira (30/9/2013), estive com outros parlamentares na Câmara municipal do Rio de Janeiro. Nós não fomos para debater o plano de cargos e salários, pois este debate cabe à prefeitura, aos professores, à sociedade, que em nenhum momento foi chamada, pois não se fez audiência pública com a devida participação da sociedade, e ao parlamento municipal. O quadro de ontem era de grande conflito, com histórico recente do final de semana que ninguém quer guardar na memória, professor apanhando da polícia militar, professor sendo retirado da Casa legislativa à força. Não é uma imagem que contribui com a democracia, também não contribui para a educação pública. 

É lamentável que a gente chegue a este ponto: ter polícia enfrentando professor. Não há cenário aceitável para isso. Tentamos interceder, a pedido dos educadores, buscar o diálogo para que não se repetisse no dia de ontem o cenário de violência de sábado. Entendemos que um dos principais motivos para o conflito era a votação do plano de cargos e salários marcada para hoje, terça-feira, e fizemos uma nota, assinada por parlamentares de diversos partidos, para que o prefeito pudesse nos atender e dialogar. (...) O prefeito disse que não nos receberia para falar sobre esse assunto. Assim, o governo e maioria da Câmara insistem e vão manter a votação para hoje, podendo gerar um conflito tamanho.

"É uma sabedoria ter humildade. Cabe ao bom político, cabe ao bom representante, cabe ao bom prefeito entender quando pode e deve recuar. Isso não é um defeito. Mas o prefeito muitas vezes age como uma pessoa absolutamente mimada, de uma natureza absolutamente autoritária, que justifica todas as suas atitudes porque foi eleito? E qualquer pessoa que faz um questionamento é dita que não sabe perder uma eleição? Sabemos, cumprimos o nosso papel. Ele tenta desqualificar o movimento", afirmou Marcelo Freixo no plenário desta terça-feira (1/10/2013).

Marcelo Freixo

Violência da PM contra os professores

Artigo publicado no jornal O Dia analisa as razões da violência policial praticada contra os profissionais de educação

Veja abaixo o artigo publicado na edição de hoje (03/10) do jornal O Dia, de autoria do juiz João Batista Damasceno


Merenda, diploma e bala de borracha
A truculência da polícia do estado contra professores é apenas mais uma das que se praticam contra a sociedade. É forma de impedir que floresça, na primavera, o projeto dos educadores, que não é apenas salário, mas educação pública de qualidade, coisa que governos subordinados aos interesses dos ‘senhores do engenho contemporâneo’ não aceitam. E não poderiam aceitar, pois contrapõe aos seus interesses.

O educador Paulo Freire disse que “seria atitude muito ingênua esperar que a classe dominante desenvolvesse uma educação de forma que permitissem aos dominados perceberem as injustiças sociais de forma crítica”.

Quando o coronel Jarbas Passarinho era ministro da Educação de Médici, Lauro de Oliveira Lima escreveu um livro com o sugestivo nome de ‘Estórias da educação no Brasil: de Pombal a Passarinho’. A questão sempre foi: quem dirigirá a Educação, quem serão os educadores, quem será educado e para que se educará? No Império e República Velha os filhos da elite eram formados pela Igreja ou em escolas europeias, para onde iam a fim de se socializarem para o colonialismo cultural.

A Revolução de 30 retomou o dilema: quem educará os filhos do povo no país em transformação? A Igreja pretendeu a função, a fim de formar ao seu modo. Mas Getúlio Vargas optou pela educação pública, republicana e única capaz de formar cidadãos com valores comuns, e foram criados Institutos de Educação, escolas diversas e Universidades Federais. O educador Anísio Teixeira desenvolveu projeto educacional, e Darcy Ribeiro também teve o seu papel.

Na atualidade, desmontam-se os direitos dos trabalhadores no Brasil e extinguem a educação pública de qualidade para os seus filhos. Escolas particulares formam grupos e segmentos da elite, com visões particularizadas. É proposital o desmonte do ensino público que formaria cidadãos qualificados, capazes da transformação social. O que os governantes desejam oferecer aos filhos dos trabalhadores não é Educação. Mas apenas merenda e diploma.

João Batista Damasceno é Doutor em Ciência Política pela UFF e juiz de Direito. Membro da Associação Juízes para a Democracia
SEPE

Cabral, Paes, a canalhocracia brasileira e a luta dos professores do Rio de Janeiro

Cabral, Paes, a canalhocracia brasileira e a luta dos professores do Rio de Janeiro

Meu avô materno, Gastão Fernandes de Oliveira (1921-1999), era comunista, lutou na Itália como soldado da FEB na Segunda Guerra Mundial contra o nazifascismo e estudou somente até o ensino primário. Desde os meus 6 anos de idade, ele me contava sobre a sua militância na "Célula 27 de Novembro" do Partido Comunista (PCB), em Brás de Pina, no Rio de Janeiro. Cresci ouvindo-o afirmar que sob o capitalismo não poderia existir uma verdadeira democracia, pois o poder não estava com o povo mas nas mãos dos endinheirados. Repetia sempre: "No capitalismo, quem tem dinheiro é doutor, quem não tem é cocô". E enfatizava sempre que o que os donos do poder chamavam de democracia na realidade era uma CANALHOCRACIA, isto é, o governo dos canalhas.

Assistindo a repressão ao movimento reivindicatório dos professores da rede municipal de educação do Rio de Janeiro, mais uma vez lembrei das palavras do meu avô. 

Sérgio Cabral e Eduardo Paes estão mostrando a face nua e crua da CANALHOCRACIA brasileira.

Meu avô dizia que contra os canalhocratas só restava lutar.

Por isso, onde não há luta são os patrões que decidem a agenda e os termos do debate. Expressões como «exploração», «classe» ou «luta» estão banidas do léxico comum. Palavras como «greve» ou «paralisação» estão indelevelmente associadas ao «mal». Porque na língua universal do capitalismo a semântica é um instrumento de opressão e dominação de classe, onde não há luta chama-se «cidadania» às contradições insanáveis entre exploradores e explorados, e «educação» ao processo de adestramento para o mercado de trabalho, gerador e perpetuador das contradições sociais. Onde não há luta prevalece o medo.

No entanto, onde há luta os trabalhadores são mais fortes e é mais difícil aos patrões queimar as suas energias em idealismos vácuos e radicalismos inconsequentes. Onde há luta, nasce a consciência política e garante que a experiência acumulada fortaleça a certeza da vitória, não obstante as derrotas temporárias, e converge para a construção da unidade da categoria. Onde há luta, os trabalhadores não só marcam o passo da agenda política, como travam os interesses daqueles que visam o sucateamento da educação pública. Se não foram mais longe na destruição da escola pública, é porque sempre se depararam com a resistência daqueles que lutam. Evoco aqui os nomes de alguns educadores importantes nesta luta em defesa da escola pública: Florestan Fernandes, Anísio Teixeira, Paschoal Lemme, Paulo Freire, entre muitos outros.

Onde há luta tudo é conquistável e potencialmente perdível. Mas onde não há luta a derrota é certa.
A LUTA É MAIS DO QUE JUSTA. 
Conforme salienta o jornalista português e militante comunista Miguel Urbano Rodrigues: 

A história ensina que na vida dos povos vítimas de uma opressão intolerável, as grandes lutas fermentam por tempo variável até que eles se levantam em explosões sociais vitoriosas. Então exercem o direito de resistência e à rebelião - direito que é antiquíssimo e consta do artigo 2º da Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão promulgada pela Revolução Francesa de 1789. É o direito à resistência contra a opressão econômica e social, direito que, após os horrores da Segunda Guerra Mundial, foi incluído na Declaração Universal dos Direitos do Homem (artigos 22 a 25).

A luta pela efetiva e verdadeira valorização do magistério também é uma das etapas da luta pela educação pública de qualidade.

Transformar a indignação numa atmosfera de combatividade crescente dos professores será um avanço. Nas palavras do educador marxista Paschoal Lemme, “o ensino e a educação só avançam, só progridem realmente quando as respectivas reformas resultam de transformações reais ocorridas na estrutura da sociedade, quando impulsionadas e realizadas pelas forças progressistas vitoriosas na luta pelo poder político”. Afirma que “uma das ilusões mais ingênuas dos educadores é a crença de que reformas educacionais transformam a sociedade, quando o que se dá é exatamente o contrário”. 

Por isso, que se afirma que quando o professor está lutando também está ensinando. Porque é na luta que ele desenvolve um processo pedagógico diferenciado na sua relação com o educando. É lutando a melhor maneira de fazer da escola um espaço que venha a contribuir para a apropriação e produção  de um modo de pensar diferente do que predominou historicamente.


Marcos Cesar de Oliveira Pinheiro - Professor de História da Rede Municipal de Ensino Público de Rio das Ostras. 
Prestes a Ressurgir